Cotidiano

Professores de universidades federais em greve reúnem-se com MEC

Redação DM

Publicado em 23 de junho de 2015 às 01:46 | Atualizado há 11 anos

 

A greve dos professores de instituições federais de ensino superior completa 26 dias. Hoje, eles se reúnem com representantes do Ministério da Educação (MEC) para discutir a pauta de reivindicações. O encontro será entre o Sindicato Nacional dos Docentes de Instituições de Ensino Superior (Andes-SN) e a Secretaria de Educação Superior.

Na pauta que os docentes entregaram ao ministério estão itens como a garantia de piso remuneratório de R$ 2.784 para docente graduado em regime de trabalho de 20 horas e a ampliação da infraestrutura das instituições, incluindo laboratórios e equipamentos. Eles também querem a aplicação de 1,5% do Produto Interno Bruto (PIB) em ciência e tecnologia.

O Andes-SN diz que não houve resposta para a pauta apresentada pela categoria. Os sindicalistas acrescentam que o MEC divulgou nota, no início da greve, onde diz que a paralisação só faria sentido se estivessem esgotados os canais de negociação.

O Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão informou que uma contraproposta para as instituições federais de ensino será apresentada até o fim deste mês, em nota divulgada no dia 9. Essa contraproposta faz parte do contexto das negociações com o conjunto do funcionalismo público, de acordo com o pasta.

O balanço divulgado pela Andes-SN, na sexta-feira (19), contabiliza a adesão de docentes de 31 das 63 universidades federais e de um instituto federal. A greve foi iniciada no dia 28 de maio.

Professores podem decidir hoje por paralisação na UFG

O Sindicato dos Docentes da Universidade Federal de Goiás (Adufg) convocou assembleia geral dos professores universitários para a tarde de hoje, no Centro de Cultura e Eventos Professor Ricardo Freua Bufaiçal no Campus Samambaia, região norte de Goiânia.

Na última semana, a entidade nacional Proifes, ligado à Adufg, deliberou em assembleia, o indicativo de greve. Eles acusam o governo federal de se negar a marcar reuniões de negociação com a categoria, que está em permanente mesa de negociação desde o fim da greve de 2012. Em abril, a entidade nacional Andes, já havia dado indicativo de greve e algumas universidades do país já aderiram ao movimento.

Os campus da UFG nas cidades de Jataí e Goiás Velho iniciaram movimento grevista em abril, em que reivindicam pautas locais. Representantes da Adufg não reconhecem o movimento do interior e chegaram a se reunir com o reitor da UFG, Orlando Afonso de Amaral, para garantir que não houvesse conveniência da reitoria com movimentos grevistas não oficiais.

Atualmente, a UFG convive com a greve dos funcionários técnico-administrativos, que estão paralisados desde o dia 28 de maio. Bibliotecas e laboratórios estão com o funcionamento prejudicado. Eles pedem reajuste salarial de 27,3%, mudanças na carreira e a pauta nacional contra os cortes na Educação.

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