Cotidiano

Paulo Roberto Costa e Youssef estão na PF em Curitiba para acareação

Redação DM

Publicado em 22 de junho de 2015 às 15:21 | Atualizado há 11 anos

CURITIBA — A acareação entre o doleiro Alberto Youssef e o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa, que acontece desde às 10h desta segunda-feira na sede da Polícia Federal de Curitiba, está sendo comandada por policiais federais e procuradores da justiça do Ministério Público Federal de Brasília. É que a acareação foi determinada pelo Supremo Tribunal Federal (STF)e que envolve políticos com foro privilegiado.

[object Object]

A audiência, que teve uma pausa para o almoço, não havia terminado até às 14h30, de acordo com um delegado da PF de Curitiba, para quem não há hora para terminar. O clima dentro da sala onde ocorre a acareação é de tensão. Um dos advogados de Youssef, Antônio Figueiredo Basto deixou a audiência antes de seu término e não quis falar com os jornalistas, contrariando sua tradicional boa vontade com a imprensa.

– Não vou falar. O processo e sigiloso.

Paulo Roberto Costa, que está em prisão domiciliar no Rio, chegou a Curitiba na noite de domingo escoltado pela PF. Youssef está detido na carceragem da Polícia Federal de Curitiba.

Um dos pontos que os investigadores pretendem esclarecer é um suposto pedido de R$ 2 milhões feito pelo ex-ministro Antônio Palocci para financiar a primeira campanha presidencial de Dilma Rousseff, em 2010. Paulo Roberto disse que mandou Youssef entregar o dinheiro ao ex-ministro, mas o doleiro declarou, em sua delação premiada, que sequer conhece Palocci.

Outro fato que deve ser esclarecido diz respeito a uma suposta doação para a campanha da ex-governadora do Maranhão, Roseana Sarney, que envolve o também ex-ministro Edson Lobão (PMDB-MA). Paulo Roberto afirmou que pediu para Youssef dar R$ 2 milhões para a campanha de Roseana a pedido de Lobão. Já Youssef alega que o ex-diretor da Petrobras pode tê-lo confundido com outro doleiro.

Na tarde desta segunda-feira devem começar a ser ouvidos alguns dos 12 presos na 14ª fase da Operação Lava-Jato. Primeiro, serão tomados os depoimentos de quatro pessoas que tiveram decretada prisão temporária, como o executivo da Odebrecht Alexandrino de Salles Ramos de Alencar, os executivo da Andrade Gutierrez Antonio Pedro Campelo de Souza e Flávio Lúcio Magalhães, além de Christina Maria da Silva Jorge, da Hayley do Brasil.

Leia também

Siga o Diário da Manhã no Google Notícias e fique sempre por dentro

edição
do dia

Impresso do dia