Dilma defende ajuste fiscal e pede apoio de militantes
Redação DM
Publicado em 13 de junho de 2015 às 02:33 | Atualizado há 11 anosA presidente Dilma Rousseff disse, na noite de quinta-feira (11), durante a abertura do 5º Congresso Nacional do PT, que o governo teve a coragem de fazer os ajustes fiscais e pediu aos militantes que apoiem as medidas e ajudem a defender sua gestão de críticas. Segundo Dilma, as mudanças na economia não reduzem o compromisso do governo com as causas defendidas historicamente pelo partido.
O ajuste fiscal, idealizado pelo ministro da Fazenda, Joaquim Levy, foi alvo de críticas internas no PT e algumas medidas tiveram votos contrários de deputados e senadores do partido quando passaram pelo Congresso Nacional.
“Esse é o momento para dizermos que nós somos um governo que tem a coragem de realizar ajustes e que faz esses ajustes para dar sustentabilidade, continuidade, perenidade e fazer avançar o projeto de desenvolvimento, de mudanças, que adotamos desde 2003”, disse a presidente, que desembarcou em Salvador para o congresso após viagem de dois a Bélgica, onde participou da 2ª Cúpula dos Estados Latinos Americanos (Celec) e União Europeia.
Dilma reiterou aos militantes do partido o discurso que tem feito nos últimos dias de que as medidas do ajuste fiscal vão garantir a estabilidade da economia e a retomada do crescimento. “Eu vim para assegurar a cada militante petista que temos uma agenda forte, consistente, de medidas, que vão garantir a retomada do crescimento, a continuidade e o avanço do processo de inclusão, de ascensão social do nosso povo”.
A presidente reconheceu que as críticas internas são “necessárias”, mas pediu apoio dos militantes e disse que precisa do partido ao seu lado. Segundo Dilma, os defensores do PT precisam estar municiados contra os que torcem pelo fracasso do governo.
“Todos que estão aqui compartilham essa vontade de transformar o Brasil. Para alcançar isso, precisamos caminhar juntos e firmes. Preciso de cada um de vocês, de toda força que vocês podem me dar, estando ao meu lado”, pediu.
Em seu discurso, Lula destacou: “Há 10 anos, jornalistas anunciam a morte do PT. Nós estamos aqui para mostrar que o PT continua vivo e muito preparado para novos rumos. Machucado sim, mas vivo. De cabeça erguida. Na perspectiva de construir um País muito melhor.”
Já a presidente Dilma Rousseff afirmou: “Esse é o momento para a gente dizer que nós somos um governo que tem a coragem de realizar ajustes e faz isso para sustentabilidade, perenidade e fazer avançar o projeto de mudanças que adotamos desde 2003. Nós não mudamos de lado, não alteramos o compromisso que temos com o Brasil. Vim aqui lembrar que nosso quarto mandato está apenas no seu início”, disse.
Dilma também anunciou medidas que seu governo tomar nos próximos dias, como o novo Plano Safra. A presidente destacou o acordo com a China, a retomada da Petrobras e o novo programa de concessões. Comentando os índices de seu governo, Dilma citou investimentos no programa Mais Médicos, no Fies, no Prouni, no Sisu, no Minha Casa, Minha Vida. “Em 2015, teremos 1 milhão de novos universitários chegando às faculdades e universidades”, disse. “Vamos lançar, no início de agosto, o Minha Casa, Minha Vida 3, com mais três milhões de novas moradias.”
O ex-presidente Lula frisou que a mídia é o setor da economia que mais demite trabalhadores e citou o número de demissões na Folha, no Estadão, na Band e na Editora Abril. “Essa editora que publica a revista mais sórdida deste País teve que entregar parte do seu prédio e vender mais de 20 títulos. Parece que as pessoas não querem ler as mentiras que eles publicam. Essas empresas não são capazes de administrar suas próprias crises”, afirmou.