Cotidiano

Criminosos começam a se dar mal

Redação DM

Publicado em 6 de maio de 2015 às 02:10 | Atualizado há 11 anos

Tom Carlos

A velha máxima de que bandido bom é bandido morto não cai bem em tempos que se debate direitos humanos. É, sim, desumano defender a morte. Isso, todavia, não significa que a sociedade esteja contente com a enorme quantidade de violências praticadas todos os dias pelos criminosos.

Os direitos humanos das vítimas devem valer tanto quanto o direito dos delinquentes. Por isso, a sociedade tem se levantado contra o crime e aplaude quando ocorre uma reação à altura.

Não raro, os criminosos morrem ou são flagrados em situações vexatórias. Podem até ter sucesso em um, dois, três crimes. Mas uma hora a estratégia dá errado. Aconteceu ontem, por exemplo, quando a Polícia Militar de Goiás divulgou que um homem de 33 anos ficou preso na cerca elétrica de uma casa no Setor Jardim Goiás, em Goiânia.

Ousado, o criminoso (com longa ficha criminal) tentou driblar a cerca e levou choque. Ele acabou pendurado com uma das pernas presas a uma barra de ferro. Não fosse o Corpo de Bombeiros para resgatá-lo, o criminoso estaria lá até agora. O pior de tudo é o bandido idiota, que se acha esperto ao aplicar golpes fajutos e bocós. Com alguns idosos e mais humildes, funciona. Com outros não.

Ocorreu na semana passada, com o jornalista Batista Custódio, editor-geral do Diário da Manhã. Aleeson Soares Amazonas foi preso em casa e a polícia conseguiu imagens dele sacando dinheiro na agência da Caixa Econômica Federal. Foi preso praticamente ‘ao vivo’ enquanto fazia o ‘crime’.

O delito de Aleeson: anunciou falso sequestro para o jornalista, que rapidamente denunciou o episódio para a polícia. O serviço reservado da PM descobriu a quadrilha que aplicava o golpe do outro lado do País. Preso no Amazonas, Aleeson já havia extorquido cerca de 20 vítimas em Goiás. Hoje, a casa caiu e ele segue preso.

 

MORTOS

Na segunda-feira, um assalto acabou com dois homens mortos. A crônica policial revela que a vida fundada no crime tem muitos riscos. A dupla foi flagrada em um vídeo quando roubava um dos proprietários da farmácia localizada ao lado do Hospital Garavelo, em Aparecida de Goiânia. As imagens mostram claramente a estratégia de atuação dos delinquentes. Até ali, o mal vencia o bem.

Ocorre que horas depois, após brilhante serviço de inteligência da corporação goiana, a polícia se encontrou frente a frente com a dupla que tomou os R$ 78 mil do empresário.

Cercados, os criminosos atiraram contra a Polícia Militar. Os dois suspeitos estavam armados com um revólver calibre 38 e uma pistola 380, o dinheiro roubado e a motocicleta usada no assalto. O troco da PM veio no ‘papo reto’. Mortos agora, eles deixam uma ficha corrida de homicídios e maldades. O bem venceu o mal.

Os dois homens mortos pelo menos morreram em um embate onde sabiam exatamente quem era o adversário – a Polícia Militar. Duro é quando morrem em confrontos com policiais em horário de folga, como ocorreu seis vezes, em 2014, no Estado de Goiás.

Nestes casos, que têm aumentado significativamente em Goiás, os criminosos morrem “inocentes” diante do perigo que escolheram enfrentar. O civil – de repente – torna-se militar. E melhor ainda quando as câmeras de segurança flagram o revide: as cenas tornam-se hits nas redes sociais.

Diante de tantas ações que dão errado todos os dias, é óbvio que o crime não compensa. Mas vá explicar isso para criminosos.

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