Vírus comum pode representar perigo para crianças fragilizadas
Redação DM
Publicado em 24 de abril de 2015 às 01:38 | Atualizado há 11 anosDivania Rodrigues Da editoria de Cidades
Muito frequente nessa época do ano, o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) é responsável por grande parte das infecções respiratórias que acometem os seres humanos. Evitar o contágio é quase impossível e quase todas as crianças com até cinco anos terão contato com o vírus, de acordo com Renato Kfouri, neonatologista e presidente da Sociedade Brasileira de Imunização (SBIM), que desenvolve atividades ligadas às imunizações e infectologia pediátrica.
Conforme o especialista, este é um vírus comum e para crianças acima de dois anos e adultos, em condições normais de saúde, a infecção acaba sendo confundida com um resfriado simples. Mas em casos de bebês prematuros ou com a saúde fragilizada o VSR pode provocar bronquite, bronquiolite e pneumonia e é responsável por muitas internações.
O problema maior está relacionado a crianças que nascem prematuramente. No Brasil, sendo um dos países com maior número de partos prematuros, conforme estudo divulgado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) em 2012, o vírus preocupa os especialistas. Também são fatores de risco para as doenças provocadas pelo vírus doenças cardíacas congênitas ou displasia broncopulmonar (DBP).
De acordo com os especialistas, o vírus pode dobrar o tempo em que a criança fica hospitalizada e a permanência destas em unidades de tratamento intensivo. Também aumenta a frequência em que os bebês são hospitalizados, em cerca de três vezes mais. O vírus ainda leva o paciente a apresentar um chiado recorrente no peito que pode perdurar até os 13 anos de idade.
Sazonalidade
O Vírus Sincicial Respiratório é sazonal, ou seja, tem circulação maior em determinados meses do ano.
Essa temporada pode variar dependendo da região do Brasil, devido a características físicas do meio ambiente. Na região Centro-Oeste, a incidência maior se dá nos meses de janeiro a junho, com picos de intensa circulação de abril a maio.
No Brasil não existe vigilância epidemiológica oficial para VSR, embora os estudos garantam que os dados de hospitalização por bronquiolite – principal manifestação clínica da doença – indicam que a epidemiologia da doença se assemelha aos relatos mundiais.
Prevenção e tratamento
– A prevenção contra o VSR normalmente é indicada para as crianças com fatores de risco, por meio da vacinação, que pode ser obtida no Sistema Único de Saúde (SUS).
– Para evitar o contágio de bebês, os especialistas apontam que se tenham os cuidados essenciais com a higiene, principalmente se há pessoas com suspeita de estar infectada com o vírus.
– Não há medicação específica para o tratamento contra o vírus, o que há são remédios que tratam os sintomas.