Estudante de Direito é acusado de traficar drogas pelos Correios
Redação DM
Publicado em 15 de abril de 2015 às 01:47 | Atualizado há 11 anosDo G1 GO
Um estudante de Direito de 24 anos foi preso, ontem, pela Polícia Federal, em Goiânia, suspeito de tráfico interestadual de drogas. Policiais informaram que o jovem tem um padrão de vida alto e enviava os entorpecentes a compradores em quatro Estados e o DF, por meio de encomendas nos Correios e em ônibus interestaduais.
As investigações tiveram início em 2012 e desde então a PF interceptou dez postagens feitas pelo estudante com drogas em seu interior. Segundo a polícia, o LSD era enviado dentro de envelopes e as demais drogas camufladas dentro de caixas de celular vazias, por exemplo. Ao todo, foram encontrados com o rapaz mais de mil pontos de LSD, 3 mil comprimidos de ecstasy, além de porções de maconha e haxixe.
Em nota, os Correios afirmam que averiguam os objetos transportados pela empresa por meio de uma equipe treinada e também pela utilização de aparelho de raios X e de espectrômetro de massa. “Quando ocorre a identificação de encomendas ilícitas, a estatal aciona os órgãos competentes para a abertura desses pacotes e a tomada de providências cabíveis ao caso”, explica.
O estudante foi detido em um flat onde morava no Setor Jardim Goiás, onde foi encontrada parte dos entorpecentes escondida em um aparelho micro-ondas. Outras drogas foram apreendidas em um cofre na casa dos pais dele, onde ele ainda tem um quarto, no Setor Oeste. Ambos são bairros nobres da Capital.
De acordo com o delegado Bruno Gama, a droga era vendida por redes sociais e pela deep web, também conhecida por “web profunda”, uma área da internet que não é acessada pelo usuário convencional. Os pacotes eram enviados para compradores no Distrito Federal, Pará, Rondônia, Mato Grosso e Tocantins.
“Isso está sendo comum. Foram mais de 40 apreensões de 2012 para cá feitas pela Polícia Federal apreendendo essas drogas enviadas por Correios para vários estados”, afirma o delegado.
Identificação
Segundo Gama, o jovem foi identificado a partir de filmagens das câmeras de segurança de uma agência dos Correios no Setor Oeste e a comparação dos dados com a de moradores da região que já tinham passagem por envolvimento com drogas.
A polícia estima que o estudante estava traficando há pelo menos quatro anos. A investigação ainda apura qual a origem da droga e se o estudante tinha algum comparsa. Os pais do rapaz afirmaram que desconheciam as atividades ilícitas do filho, que segue detido em uma cela na sede da PF, em Goiânia.