Cotidiano

A esperança de quem vê de Lá

Redação DM

Publicado em 12 de abril de 2015 às 02:10 | Atualizado há 11 anos

Ulisses Aesse Especial para Cidades

A palavra do filho ao pai na esperança de dias melhores e na certeza da paz das orações de um mundo, onde as pessoas passem a valorizar a vida, a valorizar o “existir”. Assim, Fábio Nasser Custódio dos Santos se remete ao pai, o jornalista e editor-geral do Diário da Manhã, Batista Custódio.

A carta veio provavelmente após um rogo de Batista aos céus para ouvir a voz do filho, já desencarnado, que há anos se comunica com ele por meio de mensagens psicografadas, oriundas de vários centros espíritas diferentes e por meio de vários médiuns, entre eles, Mary Alves e Divina Barros.

A mensagem, dessa vez, veio através da médium Divina Barros, do Centro Espírita Irmã Dulce, psicografada na última quinta-feira, à noite.

Na carta, Fábio diz que “ante as tantas investidas do mal”, atreve-se a dizer algumas palavras ao pai. E diz:

– Eu, que vivi e cresci entre a moral e a honestidade, lastimo até pelo senhor, meu querido pai, estar vivendo, de tão perto, tantas turbulências que beiram a um acinte à criatura humana.

Fábio não se engana mesmo em planos diferentes. Batista é um exemplo de guerreiro em dias onde o consumismo fútil, dos sem alma, arranca o homem de Deus e o transforma em objeto de uso dispensável dessas forças malignas e atrapalhadas da vida terrena, e, pequena.

Batista tem e vem enfretando dificuldades diárias na sua condução do Diário da Manhã, mas continua o mesmo, hirto em seus propósitos de não ceder um milímetro na sua luta pela liberdade do voo das ideias e do jornalismo como sacerdócio. Batista tem enfrentado ameaças reais de grupos que querem vê-lo distante da Redação, como forma de saquearem o livre direito da liberdade de imprensa e de expressão e manipularem, a seu bel prazer, todo o humor crítico da sociedade e transformá-la, todos nós, em escravos da natureza antidemocrática do pensamento.

Muitos não concordam com sua forma holística, democrática de dar às ruas o espaço sagrado do seu “jornal-semente” OpiniãoPública, onde todos podem dizer o que quiserem e mostrar as suas indignações, feito orações diárias de quem vive a vida e não se conforma com as algemas impostas pelos grandes e grandes grupos econômicos e grandes e grandes grupos políticos e grandes e grandes grupos dos manipuladores.

Batista Custódio, na última quinta-feira, foi motivo de uma comemoração de amigos, comandado pela Associação Goiana de Imprensa (AGI), pela passagem de seus 80 anos na terra. Seu olhar distante dos convivas, longe daquela realidade festiva e de abraços, demonstrava apenas a sua preocupação em manter aquecida a sua luta, na convicção de que a democracia se faz com a presença numerária e forte de veículos de comunicação, como o próprio Diário da Manhã, na construção do jogo democrático, onde quem se sentir constangindo ou prejudicado pelo grito rouco das raposas envelhecidas, possa usar de suas páginas como manto para a sua defesa ou a defesa da estandartização de seus ideiais. Batista faz isso com a convicção de um menino, um menino peralta, que diz “não” aos que plantam tudo com a força do mal. E há de varrê-los para longe do seu quintal.

Fábio lembra ao pai, que Deus, inexoravelmente, “nos deu a vida para que esta fosse desenvolvida de tal modo que O agradasse, O deixasse feliz e realizado com seus filhos’.

E adverte Batista com as palavras celestiais:

– Mas é preciso que entenda que é necessário todo este esforço da parte dos feridos, para que se entrevejam o quanto é preciso que esta criatura humana caminhe com mais amor, perdão e caridade.

Batista tem recusado homenagens, distinções na sua vida de jornalista, no sacerdócio do livre pensar, tem procurado ignorar os elogios vãos, muitos deles, na sua luta de 56 anos de liberdade de opinião nos jornais Cinco de Março e Diário da Manhã. Sua luta hoje é voltada para a sobrevivência do DM, nas tantas e insolentes investiduras, a fim de fechar o jornal, como forma de agradar os que sempre odiaram a boa paridade da notícia.

Batista, entretanto, não se desgruda um segundo sequer da Redação e procura, a cada segundo, seguir os conselhos espirituais para que vença, como vencerá, mais uma vez o ódio dos que querem vê-lo deitado, quebrado ao chão. Não dará a chance das gargalhadas aos que querem asfixiá-lo economicamente, muitos com a intenção política, de tê-lo, graúdo, nas mãos impiedosas desses falsos amigos.

Batista diz com os olhos e com os gestos que continua e continuará como vergalhão mestre na ideia dos que plantam o ideal da liberdade em cada letra que abraçada, uma a outra, se transforma em um libelo dessa luta pela liberdade de expressão.

Em seus dias, no Diário da Manhã, Batista vai abrindo as horas cinzas e as transformando em riachos límpidos, com a missão de permanecer com seu jornal nas páginas do tempo, de quem veio ao mundo para conversar consigo, conosco e com Deus.

Fábio prossegue em sua mensagem:

– Na desesperança, corações aflitos são motivos a “mais pensar” e, de repende, esbarram-se na VERDADE, que lhe virá em socorro.

E finaliza com a graça da consagração:

– Graças ao Pai da Vida, há maior exuberância no Evangelho que toca as almas em trânsito.

Fábio chama ao pai para que ore todos os dias para que “tudo passe e que passem a valorizar mais a VIDA, o EXISTIR”.

E se despede do pai, pedindo a sua bênção.

 A Mensagem

Querido e amado pai.
Ante tantas investidas do mal,
atrevo-me a dizer algumas palavras.
Eu, que vivi e cresci entre a moral e a honestidade, lastimo até pelo senhor,
meu querido pai, estar vivendo, de tão perto,
tantas turbulências que beiram a um acinte
à criatura humana.
Deus, inexoravelmente, nos deu a Vida para que esta fosse desenvolvida de tal modo que O agradasse, O deixasse feliz e realizado com os seus filhos.
Mas é preciso que entenda que é necessário todo este esforço da parte dos feridos, para que se entrevejam o quanto é preciso que esta criatura humana caminhe com mais amor, perdão e caridade.
Na desesperança, corações aflitos são motivados a “mais pensar” e de repente esbarram-se na VERDADE, que lhe virá em socorro.
Graças ao Pai da Vida, há maior exuberância
no Evangelho que toca as almas em trânsito.
Contudo, oremos todos os dias para que tudo passe
e que passem a valorizar mais a VIDA, o EXISTIR.
A sua bênção, meu pai querido,
Seu filho Fábio Nasser Custódio dos Santos

 

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