Tecnologia aliada ao agronegócio
Redação DM
Publicado em 30 de março de 2015 às 01:38 | Atualizado há 11 anosDA REDAÇÃO
Em Goiás, o agronegócio é responsável por cerca de 30% do Produto Interno Bruto (PIB) do Estado e, para que o setor permaneça aquecido, frente à recessão econômica que o País vive, o uso de tecnologias é de suma importância, visto que tais ferramentas auxiliam na projeção do mercado, contenção de gastos, na tomada de decisões, além de evitar pejuízos ao empresariado do agronegócio.
Para controlar riscos das oscilações no mercado, a empresa goiana de software para agronegócio Siagri criou um sistema de gestão empresarial que possui uma estrutura que permite ao empresário gerenciar todas as suas operações, tanto no escritório quanto no campo, o ERP (no mercado há 17 anos). “Por ser específico, o software atende demandas exclusivas dos segmentos de distribuição de insumos, produção agrícola, beneficiamento de sementes, armazéns gerais e loja agropecuária”, explica o diretor presidente da Siagri, Carlos Barbosa.
Segundo o Ministério da Agricultura e Abastecimento, a profissionalização da gestão no campo é uma das tendências globais do agronegócio, pricipalmente nos quesitos sustentabilidade e competitividade. Como consequência, há o estímulo da visão de longo prazo no agronegócio e também a demanda pela geração e divulgação de informações qualificadas para tomada de decisões. Produtores rurais, cooperativas agropecuárias, processadores, exportadores e outros agentes envolvidos na comercialização das matérias-primas têm implantado instrumentos para gerenciamento de risco de preço sob pena de perderem a capacidade de cobrir custos de produção.
Ao inserir as informações no ERP, o produtor rural, por exemplo, consegue ter controle sobre todas as etapas do processo produtivo, bem como custos e orçamentos. Esta visão facilita a gestão da empresa como um todo, porque torna o planejamento mais assertivo e garante a agilidade na tomada de decisões. Carlos destaca que o software apresenta uma linguagem própria para que os produtores e empresários do setor possam entender. “Uma das preocupações é que o software fale a língua do agronegócio, por isso, aplicamos termos utilizados pelo setor, o que torna o uso do software mais fácil e intuitivo”, destaca.
Para diretor presidente da Siagri, o agronegócio brasileiro tem uma demanda crescente de produtividade para atender ao mercado interno e externo. Dessa forma, é vital que as informações das empresas que movimentam esta cadeia produtiva sejam gerenciadas de forma automatizada. O software de gestão, neste sentido, auxilia no planejamento e controle de produção, oferecendo o suporte necessário para as atividades econômicas do agronegócio. “No caso do Siagri ERP, pode-se dizer que boa parte das operações ligadas à cadeia de grãos do Brasil passa pelo software”, revela.
Impactos
O maior impacto para o empresário ao aplicar a tecnologia disponibilizada pelo software é o controle, já que é possível extrair relatórios gerenciais, contábeis e fiscais, com indicadores financeiros e de produtividade. Todas as informações da empresa, incluindo cadastros, custos, movimentações de estoque, entre outras ,são completamente integradas no ERP, o que permite melhor visualização do negócio. “A partir deste parâmetro que o software oferece, é possível definir prioridades, visualizar onde estão os gargalos e planejar os próximos passos”, conclui Carlos.
Tanto o pequeno produtor quanto gandes empresas do agronegócio devem prorizar a automatização para crescimento da produção e o valor de investimento para casar a tecnologia ao meio rural depende de fatores como porte, quantidade de usuários do software e número de filiais que o empresário possui. Para o economista e professor da Universidade de São Paulo (USP), Marcos Favas Neves, nas próximas décadas – apesar da crise na economia brasileira – a tendência do agronegócio é crescer ainda mais. “Graças à diversificação de produtos e compradores, o agronegócio tem boas perspectivas, principalmente em Goiás”.