Política

Sem alternativa, Marconi tem dificuldade para definir projeto

Redação DM

Publicado em 30 de maio de 2022 às 13:34 | Atualizado há 4 anos

Visto por no meio político como o “patinho feio” nas articulações da sucessão estadual, sem conseguir despertar interesse de outras pré-candidaturas e coligações em compor com ele, o ex-governador Marconi Perillo (PSDB) tem insinuado em reuniões com ex-assessores e apoiadores com a possibilidade de disputar o governo estadual nessas eleições. Contudo, ao admitir embarcar em tal projeto, Marconi está, na verdade, mandando recados para as coligações que o rejeitam.

Na avaliação de alguns tucanos próximos do ex-governador, Marconi gostaria mesmo é de disputar a vaga de senador por alguma das chapas em formação. Mas não está fácil. Achou num primeiro momento que poderia compor com o pré-candidato Gustavo Mendanha, mas essa articulação ficou prejudicada com a filiação de Mendanha no Patriota do empresário do marketing, Jorcelino Braga, que já alertou o ex-prefeito de Aparecida sobre suas restrições a Perillo – um perrengue surgido entre eles em 2010, ainda não superado.

É fato também que Gustavo Mendanha nunca foi entusiasta da ideia de compor chapa com o tucano, por receio de ser contaminado por receio de se contaminar pelo desgaste do ex-governador.

Marconi chegou a tentar uma reaproximação com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 2021, com vista à uma possível candidatura sua em aliança com o petista – os dois são rompidos politicamente há 17 anos – mas pelo menos até agora não houve avanço na articulação.

Segundo avaliação de prócer tucano, Marconi ainda tem esperança de compor com a chapa pró-Lula que está sendo debatida. A ponta de esperança é que o vice de Lula, Geraldo Alckmin (PSB) consiga incluí-lo num pacote de outros tucanos que também estão a caminho de desembarcar na candidatura do ex-presidente.

Se houver acordoem Goiás entre PT/PSDB tudo bem, caso contrário, Marconi terá duas alternativas de candidatura: disputar o governo ou uma cadeira na Câmara Federal. Na avaliação dos próceres tucanos, a candidatura de governador é considerada a menos provável por alguns fatores: o pouco tempo para a propaganda eleitoral na TV e no rádio, pouco dinheiro do Fundo Partidário para financiar a campanha e ainda o fato de que o ex-governador José Eliton (PSB) ser o mais cotado para ser o candidato a governador na chapa lulista, mesmo depois da desistência do ex-tucano, agora no PSB.

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