Mendanha pode perder apoio do DC
Redação DM
Publicado em 15 de fevereiro de 2022 às 13:30 | Atualizado há 4 anos
Sem articulação política sólida, a pré-candidatura de Gustavo Mendanha (sem partido) pode sofrer outro revés nos próximos dias: o DC, partido presidido em Goiás pelo empresário Alexandre Magalhães e do deputado estadual Delegado Eduardo Prado, pode apoiar a candidatura do deputado federal major Vitor Hugo (União Brasil) ao governo de Goiás.
O jogo montado por Mendanha, após sair do MDB em busca da viabilização de uma candidatura ao Governo de Goiás, tem sido de ‘tudo ou nada’: se ele perder a candidatura pelo PL – como já está praticamente sacramentado – é quase certo que o DC seguirá também com Vitor Hugo, que sedimentará seu nome – queirando ou não a deputada federal Magda Mofato, cacique da legenda em Goiás.
A candidatura de Mendanha não convenceu o presidente Jair Bolsonaro. Um analista da política goiana informou ao presidente que Mendanha fazia um ‘jogo de esconde’ entre ele e Lula e jamais fez defesa concreta das ações do mandatário da República. “Bolsonaro disse: ué, assim até o Caiado me defende mais. Pelo menos fala de mim abertamente, agradece o que temos feito por Goiás. Não quero cobra criada nos estados”.
Bolsonaro está inclinado a defender a candidatura de Vitor Hugo, que, de última hora, pode ainda voltar a sonhar com a candidatura federal. Hoje, Vitor Hugo é pré-candidato ao governo por conta da falta de perspectivas eleitorais: não tem votos suficientes para se eleger federal. No momento, ao contrário das últimas eleições, não existe à sua frente um puxador de votos. Em 2018, o político bolsonarista foi puxado por Delegado Waldir, que teve 274 mil votos. Vitor Hugo foi o último colocado e obteve 31 mil votos. E foi eleito.
No momento, Vitor Hugo tem o apoio de duas forças dentro do DC, Eduardo Prado e Gustavo Gayer, filho da ex-deputada Conceição Gayer, ex-candidato a prefeito de Goiânia e youtuber muito popular entre os bolsonaristas. Ele já indicou apoio à Vitor Hugo.
Presidente do DC, Alexandre Magalhães observa o cenário. Pré-candidato a deputado federal, ele espera a onda bolsonarista ficar volumosa para pular – ainda que as pesquisas indiquem grande dificuldade do discurso presidencial obter pregnância em Goiás, uma vez que o único que poderia salvar Bolsonaro, governador Ronaldo Caiado, se afastou devido ao discurso antivacina e anticiência do presidente. Sem o DC, Mendanha teria agora apenas Podemos e PTC, partidos minúsculos no Estado.