Internações de Bolsonaro têm dados e informações conflitantes sobre gastos
Redação DM
Publicado em 10 de janeiro de 2022 às 13:38 | Atualizado há 5 anos
As sucessivas internações do presidente Jair Bolsonaro (PL) no Hospital Vila Nova Star, em São Paulo, envolvem versões conflitantes da unidade e do governo federal sobre os pagamentos, o que expõe um problema de transparência em relação aos gastos com a saúde do mandatário.
Em consequência da facada que sofreu na campanha de 2018, Bolsonaro deu entrada no hospital privado três vezes: em 2019, 2021 e no início desta semana. Houve ainda uma cirurgia para retirada de cálculo na bexiga em 2020. A internação mais recente, de segunda-feira (3) a quarta (5), foi em razão de uma obstrução intestinal ligada a sequelas do atentado.
A Secretaria-Geral da Presidência da República informa que as faturas com os custos das internações de 2019 a 2021 “não foram apresentadas pela instituição prestadora do serviço” e que, portanto, havia a impossibilidade de detalhar o assunto.
Já o Vila Nova Star, que pertence à Rede D’Or São Luiz, afirmou, em nota, que as contas hospitalares referentes às três internações anteriores “foram devidamente pagas pela Presidência da República, assim como ocorrerá com essa”.
A Secretaria-Geral por meio da assessoria, afirmou que “até o momento foi apresentada a fatura da internação ocorrida no Hospital Vila Nova Star em julho de 2021”, no valor de R$ 7.500. A Secretaria-Geral não comentou os dados referentes às duas passagens anteriores.
A assessoria da Presidência da República informou que desembolsou cerca de R$ 400 mil para pagar a internação de Bolsonaro no hospital Albert Einstein e que a equipe médica, chefiada por Antônio Luiz Macedo, tinha optado por não cobrar seus honorários.