Política

Caiado defende diálogo para Brasil

Redação DM

Publicado em 11 de novembro de 2021 às 12:33 | Atualizado há 5 anos

O governador Ronaldo Caiado tem se tornado a principal referência da centro-direta brasileira nos últimos meses. Apesar da dureza das palavras, muitas vezes ditas nos enfrentamentos com antagonistas políticos, o que mais se sobressai agora é o administrador que precisa ter responsabilidade com a coletividade.

Foi esta parcimônia vista no programa “Conversa com Bial”, na TV Globo, na madrugada desta quarta-feira, 10.

O apresentador justificou a entrevista: a conversa com Caiado faz parte de uma série realizada com as principais personalidades políticas que serão decisivas em 2022.

Caiado mostrou que o Brasil perde oportunidades ao não buscar o caminho do diálogo. E perde tempo, já que o país tem tudo para voltar a crescer, mesmo após uma pandemia que já tirou a vida de quase 650 mil brasileiros.

A entrevista serviu para pontuar algumas questões: Caiado respeita a autoridade do presidente, agradece os recursos que chegaram para Goiás, mas não deixa de pontuar sua insatisfação com aquilo que avilta seu caráter, integridade e personalidade.

Antes da política, Caiado exercia a ciência, em pesquisas médicas. daí a dificuldade intransponível em abraçar as teorias vindas do Planalto, que incentivaram uma onda de negacionismo no Brasil.

Questionado por Pedro Bial sobre as eleições do ano que vem, o governador disse que procura um governante que não produza tensão social: “O que eu prefiro é algo que traga credibilidade e tranquilidade. Você não pode governar tensionando. Governar é convergir”.

A capacidade de diálogo e de aglutinação de Caiado foi mostrada logo no início do programa, quando o jornalista apresentou um breve retrospecto da ascensão do líder nascido em Anápolis. Na era Sarney [ex-presidente José Sarney], o atual governador surge como liderança no Planalto Central em defesa da propriedade privada. Sobre a pandemia de Covid-19, Caiado foi novamente claro: “Não concordo com sua política [do presidente Jair Bolsonaro] de contestar o isolamento social e utilização de vacinas”.

Para o governador, se o ex-ministro da Saúde, Henrique Mandeta, tivesse continuado no cargo, o estrago da pandemia teria sido infinitamente menor.

Caiado lembrou que apoiou o presidente em diversos projetos e ações, mas sem submissão. “Apoio não é submissão, até porque eu tenho mais idade que o presidente”. A disseminação do discurso dicotômico “vida versus economia” foi enfrentado por Caiado, que respondeu “não trocar vidas por votos”.

Sem polêmicas
“Mas ele [Bolsonaro] não se beneficiou, por criar polêmica com os governadores. Governar não é isso. É convergir, consolidar pontos que são definidores de sua gestão. Quando ele deixa que extremos prevaleçam, não percebe que a sociedade não quer isso mais”, argumentou Caiado.

“O que eu prefiro é algo que traga credibilidade e tranquilidade ao País. Não se pode governar tensionando, não existe isso em política. Eu fui o primeiro a dar apoio ao presidente. Fui eleito em Goiás no primeiro turno e o apoiei no segundo. Mas apoio não significa submissão”, disse Caiado.

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