Política

Daniel pede espírito público e honestidade política a Mendanha

Redação DM

Publicado em 27 de agosto de 2021 às 16:12 | Atualizado há 5 anos


O presidente estadual do MDB, Daniel Vilela, em entrevista ao jornal O Popular, disse que é preciso ter espírito público e honestidade política para enfrentar as questões partidárias e “não sair por aí vendendo uma versão falsa, de decisão unilateral e de que o partido não se manifestou na integralidade”. A fala de Daniel se deu em resposta à pergunta da jornalista Fabiana Pulcineli, que quis saber se a atuação de Gustavo Mendanha, prefeito de Aparecida de Goiânia, que tem insistido na candidatura própria ao governo no ano que vem, pode criar fissuras incuráveis no partido. Mendanha tem se manifestado publicamente com críticas à forma como a direção do MDB vem conduzindo o processo para decidir como o partido deve caminhar em relação às eleições majoritárias de 2022. Daniel começou uma série de reuniões com lideranças, a exemplo de deputados, vereadores e presidentes de diretórios municipais, para então decidir se o MDB aceita o convite feito pelo governador Ronaldo Caiado (DEM) para que o partido integre sua chapa majoritária ou não. A princípio, a ampla maioria das lideranças emedebistas apoiam a aliança com o DEM caiadista, a exemplo do próprio Iris Rezende, o maior nome da sigla em Goiás, e os outros 27 prefeitos da legenda. “Não se pode seguir apenas o desejo pessoal. No caso do Gustavo, ele tem o direito de pleitear, de defender candidatura própria, mas, se o partido decidir pela aliança e ele não aceitar a decisão, não tiver o espírito democrático e seguir seu desejo pessoal, é um direito dele, mas que faça isso com honestidade política e não inventando uma desculpa de narrativa falsa de decisão unilateral”, pediu. Daniel explicou, também, que o MDB poderá ter dificuldades para montar uma chapa competitiva se optar por lançar candidatura própria e que o convite do governador Ronaldo Caiado deve ser considerado, sobretudo porque demonstra respeito e consideração ao partido. “O governador tem sido honesto, tem feito um governo muito sério, muito correto, e disposto a ampliar com outras pessoas que ele entende que têm capacidade de contribuir com esse crescimento, com essa retomada do Estado”, frisou.



Fio Direto

Continuidade

Daniel Vilela disse que o MDB tem feito pesquisas de intenções de voto e que, a princípio, os números têm mostrado que há um sentimento de continuidade do Governo Caiado. “As pesquisas que temos feito mostram que há, sim, um sentimento de continuidade e não há sentimento de mudança”, explicou.

Gustavo Mendanha

Em relação a Gustavo Mendanha, Daniel Vilela lembra que ele teve todas as oportunidades dentro do MDB, merecendo, inclusive, a deferência de ter sido escolhido o sucessor de uma gestão de excelência, que foi a de Maguito Vilela, e que por isso não acredita que Mendanha deixe o MDB. Em outras palavras, disse esperar gratidão por parte do correligionário.

Nacional

Sobre a disposição de Gustavo Mendanha procurar a executiva nacional para promover alguma interferência no MDB goiano, Daniel Vilela avalia que isso é improvável, já que nunca aconteceu do nacional intervir em diretório estadual. Além disso, Daniel revelou que tem uma relação de amizade com o presidente do MDB, Baleia Rossi, além de ser integrante do diretório nacional.

OAB adentro

Líder nas pesquisas, o advogado Rafael Lara imprime um ritmo alucinante de visitas e articulações da pré-campanha nas subseções da OAB-GO. Só nesta semana, o diretor da ESA-GO lançou as pré-candidaturas de Danillo Cavalcante em Bela Vista, de Luiz Alberto Ferreira em Pires do Rio e de Raquel Gerhardt em Ipameri.

Estratégia

Lara faz um jogo correto ao reforçar a campanha no interior. Pesquisas indicam que o melhor desempenho do diretor da ESA está na advocacia em início de carreira, em especial entre as mulheres, contingente que atua majoritariamente em Goiânia.

Arrastão

O Movimento Compromisso com a Advocacia, liderado por Rafael Lara, terá chapas nas 55 subseções da OAB-GO. Em ao menos 35 delas, com apoio das atuais direções.

Maioria

As subseções reúnem atualmente cerca de 40% do contingente de advogados, daí a importância das articulações no interior


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