Valentina Jungmann defende opção por voto virtual nas eleições da OAB
Redação DM
Publicado em 25 de agosto de 2021 às 17:08 | Atualizado há 5 anos
Com a proximidade das eleições na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), o Pleno do Conselho Federal da Ordem tem intensificado as discussões em torno das alterações no sistema eleitoral. A modalidade de voto online dominou parte dos debates da sessão desta última terça-feira, 24. Conselheira federal e pré-candidata à presidência da OAB-GO, a advogada Valentina Jungmann defendeu que todas seccionais possam optar, até 45 dias antes da data da eleição, pela realização das eleições via internet.
De acordo com o voto da relatora do processo, Gracielle Pinheiro Lima (OAB-PE), será facultada ao Conselho Seccional a escolha do sistema de votação por meio de urna eletrônica ou plataforma online. As eleições da Ordem devem movimentar somente em Goiás cerca de 40 mil profissionais.
Valentina lembra que “a pandemia de coronavírus, exige ainda cuidados sanitários como distanciamento social e evitar aglomerações”. Para ela, a discussão se faz necessária: “Enfrentamos um momento atípico de pandemia global e precisamos respeitar a saúde e a integridade de todas as advogadas. Não convém neste momento uma imposição para que a votação seja presencial”.
Já com relação à resolução nº 05 relativa à inclusão, de maneira ampla, de 30% da advocacia preta e parda na disputa a todos os cargos eletivos da OAB, houve retrocesso na opinião de Sílvia Cerqueira, presidente da Comissão Nacional da Promoção da Igualdade do Conselho Federal. Segundo ela, em um ato anti-democrático e anti-cidadania, 16 estados alinharam-se à OAB-PR na alegação de que basta a aplicação linear das cotas raciais.
Valentina Jungmann e Marisvaldo Cortez da OAB-GO manifestaram-se contrários e, juntamente com dez estados, defenderam a mudança que representa a garantia de uma representatividade ampla. Valentina propôs ainda a realização de uma campanha institucional do Conselho Federal, em nível nacional, com apoio das subseções, em torno da importância da autodeclaração dos advogados e advogadas pretos e pardos que querem participar da política na OAB.