Presidente do PT Gleisi Hoffman tem seu cadastro hackeado no SUS e aparece como morta
Redação DM
Publicado em 13 de julho de 2021 às 17:21 | Atualizado há 5 anos
Gleisi Hoffmann, presidente nacional do Partido dos Trabalhadores (PT), teve o seu cadastro hackeado no Sistema Único de Saúde (SUS). Hoffmann consta como “morta” nos registros do banco de dados, e provavelmente terá dificuldades para receber a segunda dose do imunizante contra o Covid-19.
A deputada federal recebeu a primeira dose da vacina no último dia 25, e nesta terça-feira, 13, profissionais de saúde do SUS entraram em contato para informá-la que tinha sido dado baixa no cadastro dela. A assessoria de Hoffmann encaminhou um documento ao Ministério de Saúde solicitando a correção no Sistema.
A deputada pediu apoio ao deputado Alexandre Padilha (PT-SP), ex-ministro da Saúde no governo de Dilma Rousseff (PT-RS), que afirmou que o site da pasta já sofreu vários ataques hackers, e informou ao Metrópoles que a alteração no cadastro dela pode ter relação com um vazamento de dados em 2019, que expôs os dados de pelo menos 16 milhões de brasileiros.
“[…] eu fiz inclusive um protocolo para o Tribunal de Contas da União. O Idec [Instituto de Defesa do Consumidor] entrou junto ao MPF para investigar esse vazamento de dados da Saúde, mudanças nos cadastros do cartão SUS, e aparentemente feito por consultores contratados por acordo do Ministério da Saúde com o Hospital Albert Einstein”, afirmou o deputado.
Neste evento, dados de muitas pessoas foram expostos na internet por quase um mês. Entre as pessoas que tiveram exposição de informações pessoais como Cadastro de Pessoas Físicas (CPF), endereço, telefone e doenças pré-existentes, estão o presidente Jair Bolsonaro e familiares; o ministro da Saúde da época, Eduardo Pazuello; outros seis titulares de ministérios, como Onyx Lorenzoni e Damares Alves; o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), e mais 16 governadores; os ex-presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP).
*Com informações do Metrópoles e da Folha de São Paulo
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