Maioria das bases do MDB respalda aliança com DEM
Redação DM
Publicado em 12 de julho de 2021 às 15:20 | Atualizado há 5 anos
A maioria esmagadora das bases do MDB – parlamentares, prefeitos, vereadores e dirigentes municipais – segue a liderança do presidente do partido, Daniel Vilela e aprova a aliança com o DEM em apoio à reeleição do governador Ronaldo Caiado às eleições de 2022, conforme levantamento feito pela reportagem. Daniel Vilela e o ex-prefeito Iris Rezende lideram movimento no MDB goiano para definir acordo com o DEM, defendo presença de um representante do partido na chapa caiadista como candidato a vice-governador ou a senador.
Na visão de Iris Rezende, o MDB precisa se revigorar com a conquista de deputados federais e estaduais e, para ele, aliar-se ao governo do Estado teria vantagem nessa prioridade. “Precisamos recuperar as forças do partido para enfrentar as urnas, na disputa ao governo, não em 2022 e sim em 202¨”, tem dito o líder emedebista às lideranças que o procuram, em seu escritório, em Goiânia. Ele completa: “Além do mais, Ronaldo Caiado realiza um bom governo, o que o credencia a disputar novo mandato”.
O presidente do MDB prometeu realizar, até dezembro, uma ampla consulta junto às lideranças para saber qual o posicionamento: aliança com o DEM ou lançamento de candidatura própria a governador.
A expectativa era a de que o anúncio do acordo MDB/DEM ocorresse em janeiro, no mais tardar março de 2022, mas tudo indica que a aliança deverá ser confirmada nas próximas semanas, segundo fontes próximas ao presidente Daniel Vilela.
Luiz do Carmo, único senador do MDB de Goiás, agora vice-presidente da executiva estadual do partido, integra o bloco liderado por Daniel e Iris, em favor da aproximação com o Palácio das Esmeraldas, em respaldo à reeleição de Ronaldo Caiado. Luiz do Carmo integrou a dissidência do partido que, em 2018, subiu no palanque de Caiado.
Dos quatro deputados estaduais da legenda, três – Bruno Peixoto, Humberto Aidar e Henrique Arantes – estão fechados com a decisão que Daniel e Iris tomarem, ou seja, de coligação MDB/DEM. Apenas Paulo Cezar Martins defende candidatura própria ao governo.
Os ex-presidentes da executiva estadual do MDB – Nailton de Oliveira e Samuel Belchior – também estão alinhados com o respaldo à reeleição do governador Ronaldo Caiado. “O MDB já perdeu seis eleições consecutivas para o governo estadual. Caiado foi eleito senador com apoio do nosso partido. Em 2018, abriu o coração para o MDB, mas a legenda não enxergou isso. Agora, Daniel Vilela e Iris Rezende estão no caminho certo, em defesa da aliança com o DEM”, frisou Nailton de Oliveira.
Respaldo dos prefeitos
90% dos 29 prefeitos do MDB também respaldam Daniel e Iris nas conversações com o Palácio das Esmeraldas, sob o argumento de que o partido não tem nome competitivo para a disputa à sucessão estadual. Sustentam, também, que o governador promove parcerias, dialoga com os municípios e realiza uma gestão democrática e transparente, o que os leva a defender o diálogo para alianças eleitorais em 2022 com o DEM.
Prefeitos como Humberto Machado (Jataí), Haroldo Naves (Campos Verdes), Pábio Mossoró (Valparaíso de Goiás e Edson Guimarães (Pontalina) ressaltam que acompanharão a decisão que Daniel Vilela tomar sobre as eleições de 2022. “O governador valoriza os prefeitos, discute a definição das obras, além de ser um político ético, honesto e com espírito público”, afirmou Pábio Mossoró, um emedebista que acompanha Caiado desde a campanha de 2018.
A posição de Daniel Vilela e de Iris Rezende, pró-aliança do MDB com o DEM, em apoio à reeleição do governador Ronaldo Caiado influencia a maioria esmagador das bases emedebistas, em todo o estado.
Iris Rezende, desde o ano passado, assumiu, publicamente, posição pró-aliança MDB/DEM, sob o argumento que o partido não tem nome competitivo para a disputa ao Palácio das Esmeraldas, em 2022. Sustenta também o líder emedebista que, pela gestão que realiza em Goiás, o governador Ronaldo Caiado reuniões condições de postular novo mandato nas próximas eleições.
Proposta de Mendanha de nome próprio não empolga emedebistas
Desde janeiro último, logo após ser empossado para o segundo mandato de prefeito de Aparecida de Goiânia, Gustavo Mendanha passou a cumprir uma “agenda político-eleitoral”, recebendo em seus gabinetes prefeitos, ex-prefeitos e lideranças municipais, de diversos partidos, para defender a ideia de lançamento de candidatura própria, pelo MDB, à sucessão estadual.
O passo seguinte de Gustavo Mendanha foi percorrer os municípios goianos para “apresentar-se” aos dirigentes partidários e aos prefeitos, já que é um político desconhecido e, ao mesmo tempo, fazer “propaganda” de seu nome como pré-candidato a governador.
O levantamento feito pela reportagem mostra que, dos 29 prefeitos emedebistas, mostra que apenas um – Aleomar Rezende, de Mineiros – manifestou simpatia pelo seu projeto eleitoral, assim mesmo por razões políticas locais. Assim, Mendanha “blefa” quando diz que 80% dos prefeitos do partido querem candidatura própria a governador. Ao contrário, 90% estão alinhados com o posicionamento de Daniel e Iris em favor da aliança com o DEM caiadista.
Os prefeitos emedebistas disseram a Gustavo Mendanha: não aceitam aliança com o PSDB do ex-governador Marconi Perillo, algoz do partido por 16 anos. Durante o chamado “Tempo Novo”, período em que os tucanos ocuparam o poder no Estado, a perseguição correu solta aos emedebistas do interior.
Os líderes municipais do partido desconfiam que, sem voto e desacreditado, Perillo está por tráz das pretensões e das ambições de Medanha, estimulando-o a uma “aventura” às eleições de 2022, o que vai implicar na renúncia do mandato de prefeito de Aparecida de Goiânia com o exercício de apenas um ano e quatro meses de gestão.
Gustavo Mendanha, efetivamente, não conta com apoio de nenhuma liderança expressiva do MDB goiano. Até agora apenas o deputado estadual Paulo Cezar Martins, 1º Secretário da nova executiva estadual do partido e o ex-deputado federal Sandro Mabel estão alinhados com o projeto eleitoral do prefeito de Aparecida.