‘Prontuário afetivo’ hospital pede objetos a parentes para acolher pacientes com Covid-19 em Goiânia
Redação DM
Publicado em 2 de abril de 2021 às 13:25 | Atualizado há 5 anos
Um hospital particular criou um “Prontuário afetivo” para colar na porta de quartos de pessoas com Covid-19, em Goiânia. Com a ajuda de familiares, eles identificam o paciente pelo nome que ele gosta de ser chamado e descrevem seus gostos e história. Assim, a equipe passa a tratá-lo de forma personalizada e com ainda mais afeto. Até objetos de parentes são usados.
A supervisora da enfermagem da Unidade de Terapia Intensiva, Stephany Araújo Nogueira, afirma que se trata de humanizar o tratamento.
“Nós adotamos esse projeto como a premissa de que todo paciente é o amor de alguém. Ele tem uma história, tem gostos, afinidades e sentimentos. Durante o tratamento, ele vai ficar isolado, sozinho e, nesse momento, seremos a família dele”, disse a supervisora.
A diretora-executiva do Hospital do Rim, Lilian Costa, contou que a unidade sempre usou o prontuário, mas ampliou esse procedimento desde o início da pandemia. Ela informou ainda que a equipe pede objetos que façam com que o paciente se lembre de casa, como cremes e sabonetes.
“Teve o caso de uma paciente que a família levou o shampoo do esposo. A equipe usava durante os banhos nela. Quando a paciente teve alta, ela contou que sentia a presença do marido. Tudo ajuda bastante no processo de recuperação. Eles se sentem mais acolhidos”, disse a diretora.
Lilian revelou ainda que a equipe de médicos, enfermeiros e psicólogos colocam uma música ambiente da preferência do paciente no momento da extubação e volta à consciência.
A psicóloga Amanda Rodrigues Mendes de Oliveira, responsável por colher as informações para o prontuário, disse que um atendimento mais humanizado pode reduzir até mesmo o tempo de internação do paciente. Além disso, o trabalho ajuda a minimizar a ansiedade dos familiares.