Brasil

Sim, Religião e Política se Discutem

Redação DM

Publicado em 23 de novembro de 2020 às 14:27 | Atualizado há 2 anos


Por Dr. Douglas Oliveira dos Santos

Existe um ditado popular brasileiro que diz: “Religião e Política não se discutem”. Ditado esse assumido por grande parte da população como verdade absoluta. Fato é que sempre nos deparamos em círculos de conversas tratando sobre os assuntos. Talvez o ditado seja promulgado por compreender que os temas propostos fazem parte de uma realidade particular, e na particularidade as opiniões precisam ser respeitadas.

As opiniões se manifestam como construções proporcionadas por nossas relações sociais e com essas relações adquirimos informações que foram plantadas em nossas vidas. O próprio Foucault compreendia que nossas opiniões eram apenas reproduções daquilo que nos foi ensinado no decorrer da vida. Apesar de compreendermos e defendermos o respeito às opiniões, como orienta Voltaire, levamos em consideração a observação de Heráclito de que estamos em constante transformação. Porém, a transformação só ocorre quando entramos em contato com aquilo que é novo.

O novo nos confronta, nos questiona e nos possibilita aceitá-lo ou rejeitá-lo. Por esse motivo, Religião e Política se discutem sim! O debate não se dá nos âmbitos das opiniões, mas nos processos das reflexões. Não no âmbito do certo ou errado, mas na reflexão consciente dos atos. Tanto a política como a religiosidade brasileira possuem multiplicidade de posições que afetam o cotidiano de toda sociedade contemporânea, pois os dois posicionamentos se fundem na história e constroem a sociedade manifestada nos tempos atuais.

O estudo histórico e a reflexão teológica se manifestam como uma luz que nos conduz a vários caminhos, sua luz não é ofuscante. Opiniões sem reflexões se manifestam como luzes que cegam, anulando a possibilidade de livre arbítrio, ou melhor, a possibilidade de escolha. Ao anular as possibilidades de escolha, tais opiniões nos condicionam a viver nas posições repassadas por nossa história particular. A luz científica das possibilidades nos mostra vários caminhos nos quais podemos verdadeiramente escolher, ela clarifica e elucida direções e nos mostra o caminho que já percorremos.

Sendo assim, por meio de reflexões coerentes e de pesquisadores da temática, convidamos a todos e todas a participarem de nosso “Simpósio local de História e Teologia”, com a temática “A História da Política Brasileira e sua Influência Religiosa”.

Doutor e Mestre em Ciências da Religião, pela Pontifícia Universidade Católica de Goiás. Possui graduação em História e Teológico. Atualmente é professor pelo Centro Universitário Araguaia (UniAraguai) na modalidade EaD e presencial. Na mesma instituição coordena os cursos de Licenciatura em Teologia, História, Geografia. Atua como pesquisador na área de Ciência da Religião especificamente em Literatura Sagrada em análise de manuscritos Gregos e Hebraicos.





Por Dr. Douglas Oliveira dos Santos

Existe um ditado popular brasileiro que diz: “Religião e Política não se discutem”. Ditado esse assumido por grande parte da população como verdade absoluta. Fato é que sempre nos deparamos em círculos de conversas tratando sobre os assuntos. Talvez o ditado seja promulgado por compreender que os temas propostos fazem parte de uma realidade particular, e na particularidade as opiniões precisam ser respeitadas.

As opiniões se manifestam como construções proporcionadas por nossas relações sociais e com essas relações adquirimos informações que foram plantadas em nossas vidas. O próprio Foucault compreendia que nossas opiniões eram apenas reproduções daquilo que nos foi ensinado no decorrer da vida. Apesar de compreendermos e defendermos o respeito às opiniões, como orienta Voltaire, levamos em consideração a observação de Heráclito de que estamos em constante transformação. Porém, a transformação só ocorre quando entramos em contato com aquilo que é novo.

O novo nos confronta, nos questiona e nos possibilita aceitá-lo ou rejeitá-lo. Por esse motivo, Religião e Política se discutem sim! O debate não se dá nos âmbitos das opiniões, mas nos processos das reflexões. Não no âmbito do certo ou errado, mas na reflexão consciente dos atos. Tanto a política como a religiosidade brasileira possuem multiplicidade de posições que afetam o cotidiano de toda sociedade contemporânea, pois os dois posicionamentos se fundem na história e constroem a sociedade manifestada nos tempos atuais.

O estudo histórico e a reflexão teológica se manifestam como uma luz que nos conduz a vários caminhos, sua luz não é ofuscante. Opiniões sem reflexões se manifestam como luzes que cegam, anulando a possibilidade de livre arbítrio, ou melhor, a possibilidade de escolha. Ao anular as possibilidades de escolha, tais opiniões nos condicionam a viver nas posições repassadas por nossa história particular. A luz científica das possibilidades nos mostra vários caminhos nos quais podemos verdadeiramente escolher, ela clarifica e elucida direções e nos mostra o caminho que já percorremos.

Sendo assim, por meio de reflexões coerentes e de pesquisadores da temática, convidamos a todos e todas a participarem de nosso “Simpósio local de História e Teologia”, com a temática “A História da Política Brasileira e sua Influência Religiosa”.

Doutor e Mestre em Ciências da Religião, pela Pontifícia Universidade Católica de Goiás. Possui graduação em História e Teológico. Atualmente é professor pelo Centro Universitário Araguaia (UniAraguai) na modalidade EaD e presencial. Na mesma instituição coordena os cursos de Licenciatura em Teologia, História, Geografia. Atua como pesquisador na área de Ciência da Religião especificamente em Literatura Sagrada em análise de manuscritos Gregos e Hebraicos.




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