Golpe maquiavélico
Redação DM
Publicado em 31 de janeiro de 2016 às 21:08 | Atualizado há 10 anos
O incidente ocorrido dia 27 de janeiro entre o Deputado Paulo César Martins e membros do PMDB Jovem, que teve como desfecho o disparo de um tiro de arma de fogo dentro das dependências da sede do partido, causou consternação entre os peemidebistas.
A causa da confusão, que desceu às vias de fato, foi o sumiço de 52 documentos constituintes de diretórios do interior, o que se não for sanado a tempo, com o reenvio dos documentos dos diretórios do interior à sede do partido, causará, mais uma vez, o adiamento das eleições convencionais. O estatuto exige para a realização da mesma pelo menos 1/3 de diretórios constituídos, espalhados entre os municípios de todo Estado de Goiás. Ou seja, no mínimo 86 diretórios devidamente registrados.
A sede do diretório estadual mantinha o registro de 92 diretórios, o que possibilitaria a realização da Convenção Estadual. Porém, com o sumiço de 52 registros, a eleição em tese está comprometida, a menos que os documentos sejam reenviados atempadamente para a sede do diretório.
Agora, o partido luta contra o tempo, para cumprir a legalidade em relação à documentação. O diretório abriu prazo para o reenvio dos documentos das chapas pelos diretórios do interior até domingo às 18:00 horas. Na quinta feira da próxima semana, a comissão executiva provisória do partido volta a se reunir para homologar os diretórios que tiveram seus documentos extraviados.
Caso de polícia
O partido registrou Boletim de Ocorrência. Peritos da polícia civil foram acionados para investigar o desaparecimento da documentação. Com relação à parte criminal, todas as providências foram tomadas. Foram colhidos depoimentos tanto de membros da juventude do PMDB quanto do Deputado Estadual Paulo César Martins. A ordem é aguardar o desenrolar dos procedimentos criminais, vez que tudo foi devidamente registrado na recém-inaugurada Central de Flagrantes.
O Deputado Estadual Pedro Chaves disse que a convenção está mantida para o dia 5 de fevereiro. Sobre o incidente, afirmou que o mesmo não reflete o clima do partido, que segue apaziguado.Também declarou que entre Daniel Vilela e Nailton de Oliveira há harmonia e cordialidade, e que as eleições deverão ocorrer em clima de amistosidade.