Brasil

Articulações políticas

Redação DM

Publicado em 27 de janeiro de 2016 às 23:58 | Atualizado há 11 anos

Embora o período das convenções partidárias se inicie entre 12 e 30 de junho (Lei 12.891/2013), o diz-que-me-diz já anda forte não só na capital, mas principalmente, no interior, onde o bochincho é maior e as articulações são mais evidentes.

Na capital goiana, o que me agrada é o grande número de pretensos candidatos ao cargo de prefeito, o que nos possibilita escolhas e fortalece a democracia. Tenho o meu preferido para prefeito e não escondo o nome: deputado estadual Virmondes Cruvinel (PSD). Torci muito pela candidatura do presidente da Agetop, Jayme Rincón.

Não vejo demérito em nenhum dos candidatos, mulheres e homens, pois quem legitima uma candidatura é o partido, quem escolhe é o eleitor e o momento para discussões mais pontuais virão ao seu tempo.

O que me preocupa em Goiânia é que não tenhamos novamente a política do engodo e da velhacaria do dito “ispiriente”. Creio que a situação e a oposição necessitam oxigenar suas bases e dar oportunidade a novas candidaturas.

Goiânia é uma cidade que apresenta problemas de infraestrutura enormes, onde o papel do município é primordial para que tenhamos ações mais eficientes e inovadoras, capazes de resolver os grandes entraves de nossa capital (é preciso sair da mesmice que há muito tempo tem travado o seu desenvolvimento).

Os desafios são inúmeros e espero boas propostas para as soluções de nossos problemas:

– Saúde pública, onde o papel do município é insipiente diante da demanda e o que tem ajudado, sobremaneira, são as ações das Organizações Sociais (OS);

– Trânsito caótico e ruas esburacadas –  quanto mais mexem pior fica;

– Segurança Pública, que, mesmo sendo uma das obrigações do Estado, é fundamental a ajuda do município; e,

– Transporte público – sempre prometem a solução mas só ocorre retrocesso (há mais, muito mais…).

Precisamos valorizar quem nos inspira confiança. Um exemplo que os vianopolinos podem atestar está na administração do prefeito Issy Quinan Júnior (PP), um dos mais bem avaliados do seu partido e exemplo para a Região da Estrada de Ferro. Suas iniciativas empreendedoras, a inteligência e o desprendimento o destacam pelas inúmeras ações governamentais indispensáveis a um gestor público.

O sucesso de Issy Quinan, é facilitado pela inexistência da politicagem mesquinha, que trava as boas ações com uma oposição meramente política ou do quanto-pior-melhor. Ele tem o apoio dos nove vereadores, que trabalham com extrema competência e são parceiros de primeira hora, e a compreensão de grande parte dos munícipes, conscientes de que são necessárias ações nem sempre agradáveis para se ter o retorno através das obras. E conta, também, com Organizações Não Governamentais sempre dispostas a colaborar, além do apoio do Poder Judiciário, que aliás, destaca-se além de suas atribuições.

Prefeito inteligente não se preocupa em realizar uma administração centralizadora. Sabe dividir afazeres, reconhecer seus apoiadores e equipe, ter desprendimento político e somar apoios, nunca dividi-los. Não tem o orgulho pessoal, mas a sapiência de que ninguém consegue nada sozinho, pois a vaidade é o primeiro passo para o insucesso.

Para quem se encontra liberto de amarras de campanha, de acordos muitas vezes escusos, de má companhia e de bons representantes a boa administração é inevitável. Aqui encontra-se a velha máxima sobre a qual já discorri: “Diz-me com quem andas, que dir-te-ei quem és.”

O povo observa atento o alvoroço na política nacional, eivada de malefícios como a prevaricação e os acordos escusos. Quem compra um aliado com dinheiro, emprego, colocações temporárias, busca diretórios oferecendo vantagens e até mesmo pagando os custos de filiações partidárias (leia-se: contribuição partidária), não merece qualquer confiança e é perceptível que teremos uma administração de arranjos, facilidades e atos ilícitos.

Devemos sempre atentar às ações dos pretensos candidatos para que possamos ter segurança na escolha de nossos representantes. O povo já não vai mais na “demonstração do bonzinho”, sorrisos, tapinhas nas costas, facilidades… Ele procura bons representantes, pois sabe que a má escolha complica sua própria vida.

Que articulem, mas que se valham da decência!

 

(Cleverlan Antônio do Vale, graduado em Gestão Pública, administração de Empresas, pós-graduado em Políticas Públicas e Docência Universitária, doutorando em Economia, articulista do DM – [email protected])


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