Patrimônio de Cunha cresceu sem justificativa, aponta Receita
Redação DM
Publicado em 7 de janeiro de 2016 às 09:35 | Atualizado há 11 anosRIO – Um relatório da Receita Federal indica crescimento patrimonial injustificado de R$ 1,8 milhão do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), sua mulher, Cláudia Cruz, e sua filha Danielle Dytz da Cunha. Segundo o levantamento, o valor considerado é referente ao período entre 2011 e 2014. No entanto, não há detalhes sobre o que provocou o aumento.
Atualmente, o salário bruto do deputado federal é de R$ 33,7 mil. Além disso, Cunha e sua mulher são sócios de empresas de comunicação. O conteúdo do relatório finalizado no dia 29 de outubro, que está sob sigilo, foi divulgado nesta quinta-feira pela “Folha de S. Paulo”. Ao jornal, o presidente da Câmara defendeu que os recursos têm origem em negócios no exterior.
Foram identificadas altas faturas com cartão de crédito, que, para o Fisco, têm relação direta com os indícios de crescimento patrimonial injustificado, mas não há confirmação se os gastos partiram de contas no exterior mantidas pela família de Cunha.
A Receita apura a variação de renda a pedido da Procuradoria-Geral da União. O Supremo Tribunal Federal (STF) investiga se contas secretas no exterior, mantidas por Cunha e sua família, receberam recursos desviados da Petrobras.