João de Deus, um dos intérpretes das leis divinas, universais e imutáveis
Redação DM
Publicado em 4 de janeiro de 2016 às 22:49 | Atualizado há 11 anosPassadas as festas do Natal, quando, aliás, ouvimos falar muito pouco em Jesus, aquele que deveria ter sido o motivo de tanta comemoração, pelo contrário ouvimos em demasia a preocupação com a troca de presentes materiais e comemorações com muita bebida e comida. E se não bastasse, logo após veio o “réveillon”, com as mesmas conotações, quando poderíamos ter aproveitado para além de renovar e trocar os calendários e agendas, termos feito uma reforma muito pessoal e interior, com reflexões sobre fatos ocorridos e vividos por gerações anteriores e que nos serviram, servem e servirão de exemplos para todo sempre.
O momento é oportuno e neste espaço, mais uma vez, reporto-me a trechos do livro que acabo de escrever, intitulado “Cara a Cara com João de Deus”, prefaciado por Liberato Póvoa, espiritualista, ilustre literato, desembargador aposentado, fundador da Academia de Letras do Tocantins e meu confrade na Academia de Letras de Dianópolis, nossa terra natal, que escreveu o primeiro livro sobre o mesmo tema há 20 e poucos anos, bem como a imprescindível colaboração do eminente e não menos estudioso espiritualista, professor universitário e membro da Academia de Letras de Goiás, dr. Emílio Vieira.
Nesse livro transcrevo fatos inéditos que testemunho e vivencio toda semana na Casa de Dom Inácio de Loyola, em Abadiânia, Goiás, comandada pelo médium João Teixeira de Faria, conhecido mundialmente como João de Deus, que diuturnamente traz alívio e curas para males da matéria e do espírito, a exemplo da que me foi concedida através dele, com intervenção dos Espíritos de Luz, o que, além de alargar minha visão espiritual, fazendo com que me aprofunde nos estudos e ensinamentos, buscando entender e interpretar os sinais e fatos transcendentais que sempre estiveram presentes desde os primórdios da humanidade quando analisados de forma isenta e desvencilhados dos preconceitos inculcados em nossa formação por linhas dogmáticas de determinados segmentos religiosos, assuntos também abordados no livro.
A Casa de Dom Inácio de Loyola não é um Centro Espírita, uma Igreja Católica, um templo Evangélico ou outro dedicado a qualquer segmento religioso, trata-se de um Hospital Espiritual, regido pelas Leis Divinas Universais, Imutáveis, Transcendentais e Espirituais, que nós na grande maioria, enquanto humanos, não conseguimos entender suas dimensões. E é lá que o médium João de Deus, com os dons que Deus lhe concedeu, torna-se um intérprete de tudo isso, não só pelas palavras proferidas, mas e acima de tudo, pelos atos praticados em prol dos que para lá se dirigem.
Quando digo que é necessário interpretarmos os sinais ou mensagens que nos chegam através de pessoas especiais e escolhidas como representantes do mundo espiritual para abrir caminhos para a humanidade encontrar seu verdadeiro papel neste pequeno planeta, refiro-me, em primeiro lugar a Jesus Cristo o Espírito de Luz mais iluminado que passou pela Terra com seus ensinamentos, muitos através de sinais, parábolas e atos praticados para serem interpretados e aplicados para todo o sempre. Basta nos atermos em algumas passagens para entender ao que nos referimos: quando fez o paralítico andar, o cego enxergar, expulsou demônios, transformou a água em vinho, curou leprosos, surdos, mudos, gagos, curou possessos, hidrópico (acumulação anormal de líquido seroso em tecidos ou cavidades do corpo), restaurou a orelha de Malco, militar romano, curou a sogra de Pedro, ressuscitou o filho da viúva de Naim, o filho de Jairo e, também Lázaro, dentre tantos outros, além de acalmar as tempestades e andar sobre as águas e, ainda deu autoridade aos primeiros apóstolos para que fossem e pregassem a boa nova, que continuassem a curar os males da matéria e do espírito, a exemplo do que fez inúmeras vezes. E assim fizeram os apóstolos que com ele conviveram. E nesses dois mil anos que se passaram, inúmeros foram os que prosseguiram nessa abençoada missão, iniciada pelos apóstolos Lucas e Paulo, que embora não tivessem convivido com Jesus, entenderam o mister que foi repassado e abriram caminhos para novos apóstolos, que pelo mundo afora se multiplicam.
Fiquemos, pois, atentos aos sinais que estão tão próximos e que por muitas vezes deixamos passar despercebidos.
Temos o dever de agradecer a Deus o privilégio de abrigar em nossa terra, o Estado de Goiás, em Abadiânia, um desses mensageiros do Século XX / XXI, João Teixeira de Faria, nosso estimado João de Deus, que ungido pelos Espíritos de Luz, enviados por Jesus e comandados por Dom Inácio de Loyola, procura com paciência e dedicação, infundir lições de fé, paz, amor, esperança e caridade.
Volto a frisar que os sinais estão ao redor de cada um de nós, todos os dias e a toda hora, basta que procuremos entendê-los e interpretá-los. Diante dessa premissa e aproveitando este mesmo espaço que o Diário da Manhã, capitaneado pelo nobre jornalista e Espiritualista Batista Custódio, que há décadas o transformou em arauto da democracia e um campo fértil, aonde podemos semear palavras e textos como boas sementes, a despeito de opiniões e posições contrárias e por muitas vezes radicais, no próximo artigo intitulado “Por que só o Apóstolo Tomé tocou as chagas de Jesus?”, também extraído do livro acima referido, vou trazer de forma mais clara e insofismável, no meu entendimento espiritual, passagens que atestam sem sombras de dúvidas a existência desse imensurável e magnífico mundo espiritual, que confirma o que disse Jesus: “Quem tem ouvidos que ouça, quem tem olhos que veja.”
(José Cândido Póvoa, poeta, cronista e advogado)