Taxistas fecham viaduto do Chá contra o Uber em SP
Redação DM
Publicado em 28 de dezembro de 2015 às 23:35 | Atualizado há 11 anosSÃO PAULO. Taxistas voltaram a protestar na capital paulista, nesta terça-feira, contra proposta da Prefeitura de São Paulo para regular o serviço de transporte feito por meio de aplicativos, como o Uber. Cerca de 300 taxistas interditaram o Viaduto do Chá, no centro, onde fica a sede da Prefeitura. Houve confusão durante boa parte da manhã, pois um grupo de taxistas passou a abordar colegas no trânsito para convencê-los a aderir ao protesto. Eles também soltaram bombas no chão para fazer barulho. Por volta de 13h, o protesto foi encerrado no centro, mas os taxistas prometiam seguir para a região do Aeroporto de Congonhas.
O governo de Fernando Haddad , do PT, anunciou o lançamento de uma consulta pública para ouvir a população sobre o Decreto de Regulação da Exploração Econômica do Uso Intensivo do Viário Urbano, que busca atingir novos modelos que conectam passageiros e motoristas, como é o caso do Uber. O texto poderá receber sugestões e aprimoramentos da sociedade civil durante 30 dias, por meio do site ou por link no site da Secretaria da Infraestrutura Urbana e Obras (Siurb).
É a segunda tentativa da Prefeitura, em menos de três meses, para enquadrar o Uber ao sistema de transporte municipal, atitude condenada pelos taxistas. Em outubro, Haddad anunciou medidas semelhantes para regularizar o serviço, mas não obteve sucesso porque o Uber disse não se enquadrar no esquema.
O Uber ainda não se manifestou sobre o lançamento da consulta pública. A Prefeitura deve realizar uma coletiva de imprensa para explicar melhor a proposta.
Segundo a proposta, os motoristas do Uber poderão se regularizar ao pagar à Prefeitura uma autorização para cada viagem. O valor vai variar de acordo com horário, local de embarque, distância percorrida e compartilhamento do carro por dois ou mais passageiros.
Segundo a Prefeitura, “as empresas responsáveis pela intermediação entre motoristas prestadores de serviço e usuários por meio de plataformas tecnológicas terão que ser cadastradas como Operadoras de Transporte Credenciadas (PTCs) e deverão adquirir créditos de quilômetros para operar”.
Os aplicativos terão seis meses para disponibilizar ferramentas que permitam conectar usuários com destinos semelhantes para que até quatro passageiros dividam um veículo durante o trajeto.