Acreditar em ações planejadas de curto, médio e longo prazos para Goiânia depende de quem propõe
Redação DM
Publicado em 4 de março de 2016 às 23:26 | Atualizado há 10 anosÉ difícil entender e aceitar as fáceis palavras de um pré-candidato a Prefeito de Goiânia que defende planejamento para o encontro de soluções para os angustiantes problemas de nossa capital quando sabedores que somos que essa mesma pessoa determinou o sucateamento das áreas da Ceasa no ano de 2001 onde seria construído o Polo Atacadista de Goiânia (hortigranjeiros + secos e molhados e grãos em geral). Uma verdadeira carga completa.
A área de 400.000 m² estava reservada para a ocupação dos comerciantes Atacadistas de Campinas onde seria proporcionado a estes locais adequados para cargas e descargas e outras vantagens e o trânsito em Campinas e em toda Goiânia iria melhorar com a redução de circulação de caminhões.
O projeto do Polo Atacadista de Goiânia elaborado quando eu era Deputado Estadual pelo PMDB consumiu 3 (três) anos do meu mandato mas valeu a pena pois recebeu o apoio dos comerciantes, Governo Federal /BNDES, Governo Estadual, Prefeitura de Goiânia, Vereadores, entidades de classe, população em geral e dos deputados estaduais que aprovaram por unanimidade na integra a matéria.
A imprensa respaldou a iniciativa e o jornalista Hélio Rocha dedicou um artigo no Jornal O Popular em 18 de novembro de 1998 com o título: Polo Atacadista, uma causa da cidade.
Trecho extraído no referido artigo afirma o seguinte: “Como se impõe um reconhecimento, creio como indispensável mencionar o trabalho devotado a essa causa pelo deputado Mário Ghannam. Ele como todos os que o apoiam no projeto, não devem se deixar esmorecer, pois é uma causa da comunidade.”
Realmente essa iniciativa foi planejar Goiânia a curto prazo resolvendo o crônico problema enraizado no coração de Campinas e beneficiando o Setor de Abastecimento Alimentar.
De repente em 2016 um pré candidato e prefeito de Goiânia pretende melhorar as condições de vida de todos nós mas esquecendo que ele quando comandou a Comissão de Desestatização do Governo de Goiás no ano de 2001 determinou a venda do terreno da Ceasa para a implantação de uma Indústria de Medicamentos de 100.000 m² e a outra parte de 391.000 m² para um grupo de particulares construírem galpões para aluguéis.
A área na BR 153 considerada nobre e em anexo à Ceasa com essa atitude definitivamente invabializou a execução do projeto.
Este terreno era de expansão da Ceasa que foi cedida sem ônus ao Governo Estadual em 1.997/1.998 pelo Governo Federal então sob a Presidência de José Sarney e ministro da Agricultura Iris Rezende Machado e quem recebeu a Ceasa Estadualizada foi o governador da época dr. Henrique Santillo.
Em momento oportuno quando os pretendentes tornaram-se oficialmente candidatos a prefeito de Goiânia eu me comprometo a citar o nome e a procurar saber dele publicamente os motivos dessa atitude de destruir e inviabilizar o Polo Atacadista em 2001 e se o mesmo pode apresentar uma nova idéia exequível aos goianienses.
Quero aproveitar esse generoso espaço do DM para garantir à população que eu me encontro em fase final de elaborar um novo projeto para a construção do Polo Atacadista em outra área mas que preencherá todos os requisitos e expectativas do anterior.
Mesmo que atualmente eu não seja detentar de mandato eletivo, apresentarei uma sugestão para conhecimento de todos com a finalidade de contribuir com nossa cidade.
Outro ponto de estrangulamento que ocorre em Goiânia é com referencia ao local do antigo mercado São Judas Tadeu no encontro das Avenidas 24 de Outubro e Avenida Anhanguera com o terreno completamente abandonado há muitos anos.
Se a questão é planejar Goiânia porque não verificar a situação citada acima e encontrar a solução para o terreno cartão de visita na entrada para a nossa Campininha das flores?
Nesses momentos difíceis e com acentuada crise econômica/política e notícias diárias que vem à tona sobre as falcatruas praticadas por pessoas inescrupulosas que só agem em interesses próprios, necessário se torna que possamos apresentar caminhos viáveis e não onerosos para contribuirmos com a melhoria de vida da população.
Caminhar pela cidade e conversar com as pessoas é o melhor caminho para que sejam detectadas as prioridades para a execução de qualquer plano de governo que venha a ser elaborado.
Mencionei dois assuntos de interesse da população goianiense, mas encontraremos outros diversos aguardando soluções, mas é interessante afirmar que dependeremos da nova administração e sua equipe.
Com transparência e honestidade acredito que os problemas serão resolvidos.
Visão futurista são poucos que possuem…
Apontar metas para melhorias, nos setores de saúde, educação, limpeza, transporte público e segurança são plataformas a ser apresentadas por todos os candidatos e será de responsabilidade dos goianienses uma análise profunda com a finalidade de se escolher o nome que desperte credibilidade e firmeza para a execução.
E para encerrar esse artigo eu defendo a criação de subprefeituras nas zonas de Goiânia com objetivos de facilitar os trabalhos, pois desde que a prefeitura deslocou-se para a área do Paço Municipal distante da cidade, os problemas que surgem dependem das atitudes dos vereadores e denúncias da imprensa.
Dividir as responsabilidades com os administradores das sub-prefeituras não ofuscará nenhum prefeito, pois a palavra final será sempre de sua excelência e os rendimentos, acredito, serão positivos.
(Mário Ghannam, ex-presidente da Ceasa de Goiás, presidente da Associação brasileira de Ceasas e Sul Americana, vereador e presidente da Câmara, diretor da OVG, deputado estadual e presidente do Jóquei Clube de Goiás)