Política

Olavo: “Caiado terá o respeito que lhe cabe”

Redação DM

Publicado em 27 de dezembro de 2022 às 15:57 | Atualizado há 4 anos

Escolhido para ser o secretário-executivo da Secretaria de Relações Institucionais do futuro governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o goiano Olavo Noleto terá como uma das funções trabalhar no relacionamento do governo federal com os estados e municípios. O posto é o 2º na hierarquia do ministério, que será central no governo Lula.

Segundo ele, a linha será a de coalizão entre os entes, em defesa da democracia. “O presidente Lula tem uma orientação muito clara de que nós vamos juntar todos os democratas em um grande projeto de reconstrução nacional”, diz Noleto.

 Ele afirma que o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (UB), terá “o respeito que lhe cabe”. O petista avalia que não haverá oposição entre os governos Caiado e Lula. “Governo não faz oposição a governo, isso cabe aos partidos. Governo faz parcerias administrativas maiores ou menores”, diz.

Noleto lembra que em gestões anteriores, Lula se pautou por parcerias que, na sua avaliação, foram “fortes e frutíferas” com estados e municípios. “E aqui em Goiás não foi diferente. Independente da coloração partidária, o respeito, o diálogo e a parceria administrativa aconteceram de maneira a orgulhar aqueles que defendem um país mais justo, inclusivo e democrático”, diz.

Para o futuro secretário-executivo, a parceria entre o governo de Goiás e a gestão Lula já é esperada e avalia que almejada por Caiado. “A gente reconhece os atores políticos de Goiás, sua história e compromisso com o estado. Independente da coloração partidária, a minha função é dialogar, construir pontes e possibilitar uma parceria efetiva com os governantes em Goiás, seja no governo do estado, seja nos municípios”, diz. 

Experiência

Olavo Noleto Alves (PT), 48 anos, natural de Goiânia, foi convidado pelo futuro ministro da Secretaria de Relações Institucionais, Alexandre Padilha (PT), para ser o secretário-executivo da pasta. O goiano deixará a presidência da Companhia de Desenvolvimento de Maricá (Codemar), no Estado do Rio de Janeiro, para assumir o cargo, o segundo mais importante da SRI, a partir de 2 de janeiro de 2023. 

Olavo foi secretário de Assuntos Federativos da Presidência da República nos governos Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Dilma Rousseff. Também foi secretário-executivo de Comunicação Social no governo Dilma

A SRI ficará responsável pela relação da presidência da República com o Congresso Nacional. Outra atribuição é a relação com estados e municípios.

Trajetória

Olavo foi Secretário de Projetos e Captação de Recursos da Prefeitura de Aparecida de Goiânia, em 2018 e chefe da Casa Civil de 2018 a 2021. Entre 2001 a 2002, Noleto foi chefe de gabinete na prefeitura de Goiânia na gestão de Pedro Wilson.

Atualmente ele é presidente da Companhia de Desenvolvimento de Maricá (Codemar), no Rio de Janeiro e vai deixar o cargo. Experiente, o governo federal não é novidade para Noleto, pois foi secretário de Assuntos Federativos da Presidência da República nos governos Lula e Dilma. Também foi secretário- executivo de Comunicação Social no governo Dilma.

Sob o comando de Padilha, a SRI responderá pela relação da Presidência com o Congresso Nacional. Também responderá pela relação da Presidência com estados e municípios e pelo Conselhão, que será recriado – uma mesa de negociação com a sociedade civil – incluindo empresários e trabalhadores.

Olavo Noleto é formado em Comunicação e filho de jornalistas conhecidos em Goiás: seu pai, Wilmar Alves (in memorian), foi presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Goiás e sua mãe, Laurenice Noleto, também e jornalista e escritora.

Mais goianos podem ocupar cargos no governo Lula

Após a confirmação do jornalista Olavo Noleto (PT) para a secretaria-executiva da Secretaria de Relações Institucionais e do deputado federal Elias Vaz (SB) para ocupar a Secretaria Nacional de Assuntos Legislativos do Ministério da Justiça, a expectativa é de que outros nomes do PT, PSB, PCB, PT, PSD e MDB e demais partidos que estiveram no palanque de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), principalmente no segundo turno, venham a ser indicados para o segundo e terceiro escalões na Esplanada dos Ministérios, em Brasília.

Edward Madureira, primeiro suplente de deputado federal pelo PT e ex-reitor da Universidade Federal de Goiás (UFG), deverá exercer alguma função no Ministério da Educação, que terá o comando do ex-governador do Ceará, Camilo Santana (PT). As entidades representativas das universidades, como a Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), respaldam a indicação de Edward para cargo no MEC.

Jerônimo Rodrigues, ex-candidato a deputado estadual pelo PSB e ex-reitor do Instituto Federal de Goiás (IFG) também deverá ser aproveitado pela administração. Rodrigues poderá também ocupar cargo no MEC.

Fabrício Rosa, suplente de deputado estadual pelo PT, é outro goiano cotado para ocupar cargo de segundo escalão no governo Lula. Ele é funcionário de carreira da Polícia Rodoviária Federal e teve o nome lembrado para diretor-geral da PRF.

Outros goianos que poderão ser aproveitados: Nádia Garcia, secretária nacional da Juventude do PT; Iêda Leal, do Movimento Negro Unificado (MNU); Deryk Santana, produtor cultural do Instituto Federal de Goiás (IFG).

Mais de 15 goianos integram, durante o mês de dezembro, os grupos de trabalho do governo de Lula, com reuniões no Centro Cultural Banco do Brasil, em Brasília. Os relatórios entregues ao vice-presidente eleito Geraldo Alckmin (PSB) e ao presidente eleito Luiz Inácio Lula da Siva (PT) tiveram como objetivo identificar possíveis problemas, verificar os projetos em andamento e apresentar sugestões para mudanças nas estruturas governamentais e até revogação de atos e portarias

Além de um panorama definitivo da situação atual do governo, o plano é apresentar sugestões de propostas para execução nos primeiros 100 dias do governo Lula.

“Preparamos um documento organizando o cenário de diagnóstico, as emergências orçamentárias. Elas são muitas. Cada vez que a gente vem aqui tem uma emergência”, disse o coordenador dos grupos da transição, Aloizio Mercadante.

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