ACCG presta contas na Alego
Redação DM
Publicado em 9 de abril de 2015 às 02:30 | Atualizado há 11 anosMarcelo Mendes Da editoria de Cidades
Foi realizada, na manhã de ontem, audiência pública para prestação de contas da Associação de Combate ao Câncer em Goiás (ACCG). A reunião foi feita no Auditório Solon Amaral, da Assembleia Legislativa.
A apresentação da prestação de contas da associação foi feita pelo presidente da instituição, Alexandre João Meneghini, que contou sobre a real situação financeira da instituição. “A ACCG é uma instituição de iniciativa privada, mas do povo goiano. A gente fez uma reestruturação financeira com o alongamento dessa dívida. Claro que a dívida diminuiu, mas o melhor foi alongá-la para chegar ao equilíbrio financeiro. A gente refez o fluxo de caixa e conseguimos chegar no equilíbrio financeiro de uma maneira razoavelmente rápida.”
Em sequência, Meneghini apresentou dados referentes ao números de atendimentos realizados pela unidade por ano: mais de 1 milhão de procedimentos, 78 mil doses de medicamentos quimioterápicos, 245 mil aplicações de radioterapia, mais de 160 mil consultas, mais de 1 milhão de procedimentos realizados, quase 14.500 prontuários abertos e 12.418 cirurgias realizadas no ano de 2014.
Apesar dos números positivos, Alexandre ainda demonstrou preocupação em garantir melhores condições para a instituição e seus pacientes. “Nossa preocupação é em manter esse tratamento. Conseguimos melhorar muito, mas está longe de chegar a um ideal. Contudo, é a única instituição em Goiás que consegue fazer o tratamento por completo”, destacou Alexandre.
Para Hernani Vaz Kruger, que é superintendente corporativo da ACCG, os números de atendimento têm evoluído gradativamente, o que é tratado com bastante otimismo pela instituição.
“Tínhamos um média de 70 pacientes, hoje temos uma média de 150 pacientes atendidos por dia. Antes, realizávamos cerca de 600 cirurgias por mês, hoje são quase mil por mês. Na radioterapia eram menos de 200 pacientes, hoje atendemos 350 pacientes por dia. Esse aumento de produtividade garante não somente o aumento de receita, mas também o aumento na cobertura do tratamento do câncer dos pacientes que precisam”, explicou Kruger.
Investimentos
Conforme Meneghini, ainda existe um comprometimento do caixa da instituição com as dívidas, mas a situação se encontra controlada. De acordo com ele, a área hospitalar teve uma inflação de mais de 20% no ano passado e neste ano deve ultrapassar 30%, o que pode acarretar dificuldades para a administração. “Nossas fontes de renda são fixas, por isso a gente está sempre em dificuldade. Mas, com a ajuda do governo e a melhoria na nossa administração e com a redução de custos, a gente espera conseguir continuar essa trajetória vitoriosa”.
O presidente da ACCG ainda explicou que a alimentação da unidade hospitalar é quase toda física e que tem conseguido atender a demanda. Mas que a ampliação do espaço é fundamental para atender, da melhor maneira, a demanda de pacientes existente. “Estamos aumentando cada vez mais o nosso número de atendimentos, mas agora já precisamos pensa na ampliação do hospital, tanto em Goiânia quanto em Anápolis. Porque a gente já começa a esbarrar na capacidade física do nosso hospital”.
O médico ainda explicou que os investimentos de curto prazo são em os aparelhos e reestruturação tecnológica do hospital, o que está praticamente finalizado. Agora, a médio e longo prazo, são necessárias as adaptações e adequações de algumas áreas no hospital, como a radioterapia, que precisa ser ampliada. E ainda a ampliação do próprio hospital, a longo prazo, que exige um maior investimento.
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