Economia

Governador lança Câmara de Comércio de Goiás com Portugal

Redação DM

Publicado em 8 de abril de 2015 às 01:39 | Atualizado há 11 anos

Da assessoria

O governador Marconi Perillo encerrou ontem a missão do governo de Goiás em Lisboa firmando compromisso de implantar em Goiás uma Câmara de Comércio Brasil-Portugal, voltada para importação, exportação e parcerias entre goianos e portugueses. O acerto foi feito com o deputado português João Rebelo, que é líder do grupo parlamentar de amizade com o Brasil. Rabelo e Marconi chegaram à conclusão de que serão necessárias iniciativas práticas para vencer barreiras que consideram inexplicáveis para o comércio bilateral entre os dois países.

A visita ao parlamento foi o último compromisso de Marconi em Lisboa,  já que a agenda foi antecipada para que o governador receba em Goiânia, na próxima sexta-feira, a reunião do Conselho Fazendário Nacional, com a presença do ministro da Fazenda, Joaquim Levy, onde espera que sejam convalidados os incentivos fiscais já estabelecidos pelo governo goiano.

Foi com informações sobre incentivos e sobre o forte crescimento do Estado que o governador Marconi Perillo conseguiu bem impressionar os portugueses a ponto de receber do vice-primeiro-ministro de Portugal, Paulo Portas, a notícia de que organizará em julho uma missão oficial ao Estado de Goiás na companhia de empresários e investidores portugueses que apoiam a proposta de intensificar relações com os Estados brasileiros, independente da atuação dos governos centrais. Portas foi o principal incentivador da vinda do governador goiano a Lisboa, onde defende uma retomada agressiva das relações entre os dois países.

Os portugueses enxergam na maioria dos Estados brasileiros um mercado fechado para a entrada de investidores estrangeiros e alegam ter percebido em Goiás uma boa exceção para esta regra. O governador confirma o interesse em tornar internacional todas as licitações previstas pelo Estado, principalmente na concessão de rodovias e busca de parcerias para renovar o sistema educacional. Já os portugueses estão em uma avalanche de privatizações, incluindo a companhia aérea TAP, que hoje tem 67 voos regulares direto de Lisboa para as capitais brasileiras.

Portugal dá mostras de que conseguiu virar a página da crise de 2011 que derrubou todos os índices da economia no país. Os portugueses vêm recuperando a capacidade de emprego e voltam a falar de investimentos depois de anos de retração. Para eles, a prioridade é transformar Lisboa em uma porta de entrada para os produtos goianos não somente para Portugal como para toda Europa. Paulo Portas, que é um dos políticos mais respeitados do mercado europeu, disse que vai explicar sua proposta pessoalmente aos goianos.

O governador saiu do encontro animado para falar a cerca de 50 empresários portugueses que o aguardavam na Federação Industrial Portuguesa para uma palestra sobre onde e como investir em Goiás. Para um público acostumado com evolução lenta e investimentos de longo prazo, Marconi impressionou com dados sobre o crescimento do PIB, da produção agrícola e industrial, das exportações e da renda per capita dos goianos. Avanços que na Europa levam meio século demoraram menos de dez anos em Goiás.

Foi uma hora de palestra e duas de perguntas e debates. Todos interessados em começar ou ampliar negócios com o Estado. O governador recebeu apoio para explicações e atendimento aos portugueses do presidente da Fieg, Pedro Alves, do diretor do Porto Seco, Edson Tavares, e do presidente do Sebrae, Igor Montenegro. Todos fizeram promessa de agenda futura, com viagens de ida e volta entre Goiás e Portugal.

Ainda ontem a comitiva goiana foi recebida por dois secretários de ministérios portugueses, atuantes nas áreas de turismo e produção alimentar. Em comum, admitem o fato de que os portugueses não conhecem Goiás e tampouco os goianos têm presença forte no mercado e na destinação turística desse país.  Por sugestão de empresários goianos, que acompanham a comitiva, os dois ministérios se encarregaram de organizar missões mútuas para enfrentar os problemas de afastamento comercial e turístico.

Nuno Vieira Brito, secretário de Estado de Alimentação, colocou sobre a mesa exemplos de produtos goianos que passam pela Espanha ou Itália antes de chegar a Portugal. Da mesma forma revelou que muitos produtos portugueses só chegam a Goiás por serem importados por outros Estados e depois distribuídos internamente. A distorção diminui a competitividade dos produtos e inibe a continuidade dos negócios de parte a parte. O governador se indignou com o tema e fez contato imediato com auxiliares em Goiânia determinando providências para um planejamento conjunto de desburocratização para o trânsito de mercadorias portuguesas.

O secretário de Turismo, Adolfo Mesquita, aceitou o desafio de enviar para Goiás o maior número de operadores turísticos de Portugal com o propósito de vivenciarem os atrativos do Estado e “aprenderem” a divulgar os destinos goianos entre portugueses e europeus.

O governador de Goiás revelou aos integrantes da comitiva – entre eles o deputado Francisco Júnior, não compreender e nem aceitar que as facilidades de negócios com Portugal não tenham contaminado a vontade exportadora dos produtos goianos. Se todas as combinações desta missão forem cumpridas, no mínimo quatro missões políticas e comerciais de portugueses devem chegar a Goiânia ainda neste ano. Todos são unânimes em afirmar que a identidade da língua e a facilidade de acesso de goianos a Lisboa são elementos capazes de reverter a queda gradativa de comércio entre Goiás e Portugal. (Gabinete de Imprensa do Governador)

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