Outlets movimentam a Região da 44 e ampliam alcance do polo atacadista
Redação Online
Publicado em 24 de setembro de 2025 às 11:51 | Atualizado há 9 meses
Lojas oferecem preços reduzidos e atraem consumidores finais sem perder foco nos revendedores
A abertura de lojas de outlet tem impulsionado as vendas e atraído novos públicos na Região da 44, maior polo atacadista de moda do Centro-Oeste e segundo maior do Brasil. A estratégia combina preços competitivos e marcas de confiança, fortalecendo os negócios locais e ampliando o mercado consumidor.
Segundo Paula Sepulveda, gerente de marketing do Mega Moda, os outlets funcionam como vitrine para atrair novos compradores. “De marcas consagradas como Hering a produtores locais, muitos empreendedores enxergam o modelo como alternativa para dar vazão a coleções anteriores e atrair clientes. Com isso, aumentamos o fluxo de consumidores para o shopping”, afirma.
O Mega Moda estima que mais de 20 operações já atuam com características de outlet, mantendo estoques rotativos e descontos permanentes. No Mega Moda Park, o Outlet Alfa comercializa exclusivamente produtos da Hering. Ao lado dele, lojas como Sublini, Santa e Dondoca oferecem peças de jeans, moda íntima, infantil e feminina, com produção local e preços reduzidos durante todo o ano.
Polo atacadista em expansão
Formado pelo Mega Moda Shopping, Mega Moda Park e Mini Moda, o grupo reúne mais de 1.600 lojas, sendo 73% operadas por confeccionistas locais. Nos últimos dois anos, foram inauguradas 200 novas operações, com aumento de 25% no fluxo de visitantes. O Mini Moda, voltado ao segmento infantil, concentra mais de 30 lojas.
A produção local prioriza nichos como moda evangélica, fitness, íntima, infantil e premium, que respondem por até 85% das operações voltadas ao público feminino.
A Região da 44 concentra 15 mil pontos de venda distribuídos em 140 empreendimentos, movimentando R$ 761 milhões por mês. São 160 mil empregos diretos, além de um fluxo médio de 800 mil compradores mensais.
O ticket médio de atacado varia de R$ 5 mil a R$ 8 mil. Só em 2023, foram comercializadas 280 milhões de peças, a maior parte produzida em 30 municípios goianos.
O modelo de atacarejo – atacado direcionado também ao consumidor final – já representa de 30% a 40% do faturamento. Em julho de 2024, a região recebeu 1,1 milhão de visitantes. Para dezembro de 2025, a expectativa é de 1,3 milhão de pessoas circulando pelo polo, consolidando Goiânia como destino nacional de turismo de compras.