Cotidiano

Quem era o jovem apontado como soldado do Comando Vermelho que foi decapitado

Redação Online

Publicado em 31 de outubro de 2025 às 08:53 | Atualizado há 8 meses

O corpo decapitado de Yago Ravel Rodrigues, de 19 anos, foi encontrado nesta quarta-feira, 29, em uma área de mata no entorno do Complexo do Alemão, na Zona Norte do Rio de Janeiro. Apontado pela polícia como integrante do Comando Vermelho (CV), o jovem teve a cabeça amarrada ao tronco de uma árvore, enquanto o corpo, vestido com uma farda camuflada, estava caído próximo ao local.

De acordo com fontes policiais, Yago fazia parte de um grupo armado que atuava na linha de frente do tráfico na comunidade. Nas redes sociais, o rapaz acumulava mais de 2,2 mil seguidores e costumava exibir motos de luxo, como BMWs, além de armas de fogo e drogas.

A cena macabra ocorreu durante a Operação Contenção, ação conjunta das polícias do Rio de Janeiro e do Pará, considerada a mais letal da história fluminense. Segundo a Secretaria de Segurança Pública, 117 suspeitos foram mortos e 83 presos durante os confrontos.

Imagens que circulam nas redes sociais mostram corpos com fardas camufladas semelhantes às utilizadas por forças especiais, além de armamentos pesados ao redor. Em um dos vídeos, moradores aparecem recolhendo a cabeça de Yago e colocando-a em uma sacola plástica.

Durante a operação, os agentes prenderam Rodrigo de Jesus Coelho (“RD”) e Joelison de Jesus Barbosa (“Fuzue”), apontados como líderes do CV no Pará. Eles são investigados por tráfico de drogas e homicídios na região do Lago de Tucuruí.

Após os confrontos, criminosos realizaram represálias em diversos pontos do Rio de Janeiro. Barricadas foram erguidas em vias importantes, como a Linha Amarela, Grajaú-Jacarepaguá e Rua Dias da Cruz, no Méier. A Polícia Militar suspendeu atividades administrativas e deslocou todo o efetivo para as ruas.

A operação, que mobilizou 2,5 mil agentes, começou ainda na madrugada. Moradores relataram intensos tiroteios, colunas de fumaça e barricadas em chamas. Em vídeos gravados durante a ação, é possível ouvir cerca de 200 disparos em menos de um minuto.

Segundo a Polícia Civil, criminosos chegaram a lançar explosivos por meio de drones, enquanto outros fugiram em fila indiana pela parte alta do morro cena que remete à ocupação do Alemão, em 2010.

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