Governador Cláudio Castro anuncia dez novas operações no Rio de Janeiro
Aline Drumond - Estágio DM
Publicado em 6 de novembro de 2025 às 16:41 | Atualizado há 7 meses
Megaoperação realizada nos Complexos do Alemão e da Penha foi a mais letal da história da capital. | Foto: Fabiano Rocha/Agência O Globo
O governador Cláudio Castro (PL) afirmou que dez novas operações contra o crime organizado já estão programadas no Rio de Janeiro. O anúncio aconteceu pouco mais de uma semana após a operação realizada nos complexos do Alemão e da Penha, que deixou 121 mortos e 113 presos, incluindo quatro policiais.
Segundo o governo, essas futuras operações não terão caráter de ocupação prolongada das comunidades. A ideia é atingir diretamente o caixa das facções criminosas, com ações autorizadas pela Justiça, que incluirão mandados de prisão e de busca e apreensão.
A região de Jacarepaguá está no topo das prioridades do Estado, por ser uma área onde o Comando Vermelho ampliou sua atuação nos últimos anos. O local integra o plano de retomada de territórios dominados por grupos armados, alinhado às determinações do Supremo Tribunal Federal (STF) dentro do julgamento da ADPF das Favelas.
Nesta quarta-feira (5), o ministro Alexandre de Moraes se reuniu em Brasília com representantes de movimentos sociais para tratar da segurança pública no Rio. Um dia antes, Castro já havia se encontrado com o ministro para discutir o andamento das ações no estado.
Durante uma audiência pública, Moraes determinou que a Polícia Federal abra um inquérito para aprofundar investigações sobre o financiamento de facções e milícias, além de verificar indícios de corrupção e infiltração de criminosos no poder público. Para ele, sufocar a estrutura econômica dessas organizações é essencial para diminuir a violência e recuperar áreas sob controle armado.
A perícia dos corpos das vítimas da megaoperação no Alemão e na Penha foi concluída no domingo (2). A Defensoria Pública afirma que não teve acesso aos laudos e documentos, o que compromete a transparência das investigações. Diante disso, Moraes ordenou que o governo estadual disponibilize todas as informações relacionadas à ação e à identificação dos mortos.