Creche clandestina é interditada em Anápolis
Redação Online
Publicado em 7 de novembro de 2025 às 09:59 | Atualizado há 7 meses
Uma creche que funcionava de forma clandestina no Bairro de Lourdes, em Anápolis (GO), foi interditada na tarde desta quinta-feira, 6, após fiscais constatarem um cenário de risco e insalubridade que colocava em perigo 20 crianças. O local foi notificado pela Secretaria Municipal de Posturas e pela Vigilância Sanitária, e o caso será investigado pela Polícia Civil por suspeita de maus-tratos.
A operação contou com a participação da Polícia Militar, Conselho Tutelar e Corpo de Bombeiros. Durante a vistoria, as equipes confirmaram que o espaço não possuía alvará de funcionamento nem condições básicas de segurança e higiene.
Condições precárias e risco imediato
Os agentes encontraram diversas irregularidades no local:
- Portas de madeira com pregos expostos, objetos pontiagudos e materiais metálicos ao alcance das crianças;
- Construção inacabada, com tijolos soltos próxima à área de lazer;
- Falta de higiene em todos os ambientes, com restos de alimentos no chão e odor intenso de fezes devido ao descarte incorreto de fraldas;
- Livre acesso das crianças à cozinha, onde havia panelas quentes e acúmulo de sujeira.
A proprietária da creche, de 33 anos, não apresentou documentos de autorização nem comprovou formação técnica para atuar com crianças. Segundo ela, o local funcionava havia apenas alguns meses.
A operação teve início depois que a Polícia Militar foi acionada para atender uma emergência médica no endereço. Uma criança de dois anos apresentou crises convulsivas, estava com ferimento na cabeça e sangramento nasal. De acordo com relatos, a menina teria sido derrubada dentro do local.
A vítima foi socorrida inicialmente à Unidade Básica de Saúde (UBS) do bairro e, em seguida, encaminhada à UPA Pediátrica, onde deu entrada em estado grave.
Após a interdição, as 20 crianças foram entregues aos pais sob acompanhamento do Conselho Tutelar. A Polícia Civil abriu investigação para apurar as responsabilidades da proprietária e verificar se há outros casos de maus-tratos.