Erros comuns que aumentam o gasto com energia elétrica
Redação DM
Publicado em 16 de novembro de 2025 às 17:44 | Atualizado há 7 meses
O aumento no valor da conta de luz é uma preocupação constante em muitos lares brasileiros. Seja em tempos de calor intenso, quando o uso do ar-condicionado dispara, ou no inverno, quando o chuveiro elétrico é utilizado com mais frequência, os gastos com energia podem sair do controle facilmente. No entanto, o que muita gente não percebe é que grande parte desse consumo elevado está relacionada a hábitos cotidianos e escolhas simples dentro de casa.
Pequenos erros no uso dos aparelhos, má manutenção e até o desconhecimento sobre como otimizar o consumo de energia contribuem significativamente para o aumento das despesas mensais. Entender esses fatores é o primeiro passo para reduzir custos sem abrir mão do conforto.
Impacto dos eletrodomésticos no consumo
Os eletrodomésticos estão entre os principais responsáveis pelo gasto de energia em residências. Geladeiras, máquinas de lavar, televisores e micro-ondas, por exemplo, permanecem ligados por longos períodos, e o modo como são utilizados influencia diretamente o valor da conta.
No caso da geladeira, um dos equipamentos que mais consome energia, o cuidado deve ser redobrado. Modelos antigos, por exemplo, tendem a ser menos eficientes, o que eleva o consumo mensal. Por isso, mesmo que o preço da geladeira mais moderna possa parecer alto em um primeiro momento, é importante considerar que aparelhos com selo de eficiência energética costumam gerar economia significativa ao longo do tempo.
Outra prática comum que aumenta o consumo é abrir e fechar a geladeira constantemente. Cada vez que isso acontece, o ar frio escapa e o motor precisa trabalhar mais para restabelecer a temperatura ideal. O ideal é planejar o que será retirado ou guardado de uma só vez, evitando o desperdício de energia.
Também é fundamental verificar se a borracha de vedação da porta está em boas condições. Se ela estiver ressecada ou frouxa, o ar quente entra com facilidade, obrigando o compressor a funcionar com mais frequência.
Erro que passa despercebido
A iluminação é outro ponto que costuma ser negligenciado. Muitas pessoas ainda utilizam lâmpadas incandescentes, que consomem até 80% mais energia do que as de LED. Embora o custo inicial das lâmpadas de LED seja mais alto, elas duram mais e consomem menos, representando uma economia expressiva a longo prazo.
Deixar luzes acesas em ambientes desocupados também é um hábito que pesa na conta de luz. Instalar sensores de presença em áreas de passagem, como corredores e varandas, pode ser uma boa alternativa para reduzir o desperdício.
Outra dica é aproveitar ao máximo a luz natural. Manter cortinas abertas durante o dia e escolher cores claras para as paredes e móveis ajudam a refletir melhor a iluminação solar, reduzindo a necessidade de lâmpadas acesas.
Papel dos aparelhos eletrônicos
Televisores, computadores e videogames também são vilões silenciosos do consumo energético. Mesmo quando desligados pelo controle remoto, esses aparelhos continuam consumindo energia em modo de espera (stand by). A solução mais simples é desconectar da tomada sempre que possível.
Carregadores de celular e notebooks esquecidos nas tomadas também consomem energia, ainda que em pequena quantidade. O problema é que, somando vários dispositivos, o impacto pode ser significativo ao longo do mês.
O ideal é adotar o hábito de desconectar todos os aparelhos que não estiverem em uso e, se possível, utilizar réguas de energia com interruptores, o que facilita o desligamento completo de vários equipamentos de uma vez.
Climatização
Ar-condicionado e aquecedores são essenciais para o conforto térmico, mas estão entre os principais responsáveis pelo aumento do consumo de energia. O erro mais comum é utilizar esses aparelhos em temperaturas muito extremas.
No caso do ar-condicionado, uma diferença de apenas dois graus na regulagem pode aumentar em até 15% o consumo. O ideal é manter a temperatura entre 22°C e 24°C e evitar deixar portas e janelas abertas enquanto o equipamento estiver ligado.
A manutenção também é fundamental. Filtros sujos fazem o motor trabalhar mais, consumindo mais energia. Realizar limpezas regulares garante não apenas o bom funcionamento do aparelho, mas também a qualidade do ar.
Já no caso do chuveiro elétrico, reduzir o tempo de banho é uma das medidas mais eficazes para economizar energia. Além disso, nas épocas mais quentes, é possível utilizá-lo na posição “verão”, que consome menos.
Máquinas de lavar e ferro de passar
Apesar de não ficarem ligados o tempo todo, máquinas de lavar e ferros de passar roupa também podem elevar o gasto se utilizados de forma incorreta.
A máquina de lavar deve ser usada sempre com a capacidade máxima recomendada. Fazer várias lavagens com pouca roupa desperdiça água e energia. Além disso, vale dar preferência aos programas de lavagem econômica, disponíveis na maioria dos modelos modernos.
O ferro de passar, por sua vez, deve ser usado de forma planejada. Esperar acumular uma boa quantidade de roupas antes de ligá-lo evita o desperdício. Passar roupas leves primeiro, enquanto o ferro ainda não está totalmente aquecido, também contribui para um uso mais racional da energia.
Pequenas mudanças que fazem diferença
Muitos dos erros que aumentam o gasto com energia elétrica podem ser corrigidos com atitudes simples. Entre elas, estão o uso consciente dos aparelhos, a manutenção preventiva e a substituição de equipamentos antigos por versões mais eficientes.
Também é importante adotar hábitos sustentáveis, como aproveitar a luz natural, reduzir o tempo de banho e desconectar aparelhos que não estão em uso. Essas pequenas ações, quando somadas, resultam em uma economia significativa ao final do mês.
Além disso, alguns estados e distribuidoras oferecem programas de incentivo para a troca de eletrodomésticos antigos por modelos mais eficientes, o que pode ser uma excelente oportunidade para quem deseja reduzir o consumo sem gastar muito.
Compras conscientes e planejamento
Para quem está pensando em trocar aparelhos domésticos ou investir em novas tecnologias, o planejamento é essencial. Antes de comprar, vale comparar não apenas preços, mas também o consumo de energia indicado na etiqueta do Programa Brasileiro de Etiquetagem (PBE).
Modelos classificados com selo A são os mais econômicos e, apesar de custarem um pouco mais, compensam pela redução da conta de luz. O mesmo vale para outros aparelhos, como televisores, micro-ondas e ar-condicionado.
Nesse contexto, épocas de grandes promoções, como a sempre mencionada Black Friday, podem ser interessantes para adquirir produtos mais eficientes com preços mais acessíveis. No entanto, é importante pesquisar bem e se certificar de que o desconto é real, evitando compras por impulso.
Outro ponto importante é avaliar a necessidade real de cada item. Muitas vezes, a troca por um equipamento mais moderno só é vantajosa se o antigo estiver apresentando defeitos ou for realmente muito ineficiente.
Educação energética e consumo consciente
Reduzir o gasto com energia elétrica não depende apenas de novos aparelhos, mas de uma mudança de mentalidade. Promover o uso consciente da energia dentro de casa é essencial para garantir economia e sustentabilidade.
A educação energética começa com pequenas atitudes: apagar as luzes, desligar o que não está sendo usado, manter os aparelhos limpos e em bom estado e entender que o desperdício impacta não apenas o bolso, mas também o meio ambiente.
À medida que a consciência sobre o tema cresce, é possível perceber que economizar energia é mais do que uma questão financeira; é um ato de responsabilidade. Cada gesto, por menor que pareça, contribui para um uso mais equilibrado dos recursos naturais e para a preservação do planeta.
Atenção e disciplina
Evitar erros que aumentam o gasto com energia elétrica é uma tarefa simples, mas que exige atenção e disciplina. Pequenas mudanças nos hábitos diários, combinadas com a escolha de equipamentos eficientes e a manutenção adequada, podem resultar em economias expressivas.
Em tempos de energia cada vez mais cara, repensar o consumo é uma forma inteligente de cuidar do próprio orçamento e, ao mesmo tempo, contribuir para um futuro mais consciente e equilibrado.