Hamilton de Holanda celebra encontro de jazz com choro após Grammy
Redação
Publicado em 16 de novembro de 2025 às 19:50 | Atualizado há 7 meses
Hamilton de Holanda: música é virtuose do bandolim - Foto: Acervo Pessoal/ Instagram
O encontro do choro com o jazz, definido por Hamilton de Holanda como uma celebração de culturas e linguagens em diálogo, conduz o álbum “Hamilton de Holanda Trio – Live in NYC”, trabalho que acaba de render ao bandolinista o Grammy Latino na categoria “Melhor Álbum de Jazz Latino/Jazz”. A conquista, rara para artistas brasileiros em categorias gerais não restritas à língua portuguesa, reforça o alcance internacional da música instrumental produzida no país.
Gravado ao vivo no lendário Dizzy’s Club, no Jazz at Lincoln Center, o disco registra o encerramento da turnê norte-americana de Hamilton (bandolim de 10 cordas), Thiago “Big” Rabello (bateria) e Salomão Soares (teclado e Moog). A apresentação capturou a maturidade musical do trio após passar por cidades como Nashville, Chicago, Washington e Minneapolis, em uma noite marcada por improvisação e intenso diálogo rítmico.
A gravação conta com participação do saxofonista Chris Potter, presente em três faixas e parceiro recorrente de Hamilton. O reencontro retoma a química celebrada desde Maxixe Samba Groove, álbum vencedor do Grammy Latino de 2022, e amplia a força da fusão entre choro e jazz.
No discurso de agradecimento, o empresário Marcos Portinari ressaltou a importância de valorizar a música instrumental e o longo percurso de formação dos instrumentistas, destacando o peso de uma vitória brasileira em uma categoria tradicionalmente dominada pelo circuito internacional de jazz.
Lançado pela Sony Music Brasil em parceria com a Brasilianos, o álbum consolida o prestígio global de Hamilton de Holanda. Unindo raízes profundas no choro a uma abordagem contemporânea e inventiva, o bandolinista reafirma o papel da música brasileira como força criativa no panorama mundial.