Economia

AparecidaPrev se mobiliza para reaver R$ 47 milhões aplicados no Banco Master liquidado pelo BC

Redação Online

Publicado em 20 de novembro de 2025 às 18:50 | Atualizado há 7 meses

Instituto de Previdência dos Servidores de Aparecida de Goiânia mantém patrimônio consolidado superior a R$ 1 bilhão
Instituto de Previdência dos Servidores de Aparecida de Goiânia mantém patrimônio consolidado superior a R$ 1 bilhão

A atual administração do Instituto de Previdência dos Servidores de Aparecida de Goiânia informou, nesta quinta-feira (20/11), que iniciou o processo de habilitação como credor na liquidação extrajudicial do Banco Master, determinada pelo Banco Central. O objetivo é reaver R$ 40 milhões investidos pela gestão anterior em junho de 2024, acrescidos de R$ 7 milhões em rendimentos acumulados até outubro de 2025. O AparecidaPrev mantém patrimônio consolidado superior a R$ 1 bilhão.

De acordo com nota da gestão atual, a aplicação foi formalizada sem respaldo da Política de Investimentos vigente à época, uma vez que a instituição financeira detinha nota de risco inferior à permitida. Além disso, a operação foi estruturada com prazo de 10 anos e sem cláusula de resgate antecipado. A atual presidência do AparecidaPrev, empossada em janeiro de 2025, afirma ter notificado o Conselho Deliberativo e encaminhado denúncias aos órgãos competentes, incluindo o MP-GO e o Ministério da Previdência.

A medida de liquidação ocorreu em meio às investigações da Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal, que apura supostas manipulações de ativos e desvios em fundos de investimento ligados ao Banco Master. A instituição financeira havia alcançado notoriedade por comercializar produtos de crédito com altos rendimentos, como letras financeiras, que não possuem cobertura do FGC, o Fundo Garantidor de Créditos, entidade privada criada pelo próprio sistema financeiro para proteger os depositantes caso um banco ou instituição financeira quebre ou seja liquidada pelo Banco Central.

Representantes da gestão anterior sustentam que o investimento obedeceu aos critérios internos e foi submetido ao Comitê de Investimentos do Instituto. Defendem que a operação seguiu as normas vigentes e que o cenário posterior à aplicação configura evento externo, extraordinário e imprevisível. Afirmam ainda que a instituição apresentou conformidade técnica no momento da contratação.

A autarquia informa que segue a acompanhar os desdobramentos da liquidação e a adotar todas as medidas legais cabíveis para assegurar o retorno dos valores investidos.

Foto: Prefeitura de Aparecida de Goiânia/ Reprodução

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