Política

Zé Délio cobra compensação para municípios diante de perdas financeiras

Redação Online

Publicado em 4 de dezembro de 2025 às 13:02 | Atualizado há 7 meses

Presidente da AGM critica falta de diálogo do governo federal e alerta para impacto de novos pisos salariais e queda de arrecadação nos serviços municipais

Meyrithania Michelly

O presidente da Associação Goiana de Municípios (AGM), Zé Délio Júnior, participou na ultima quarta-feira (03) de uma reunião virtual do Conselho Político da Confederação Nacional de Municípios (CNM). O encontro reuniu lideranças de todo o país e discutiu temas considerados urgentes para o equilíbrio financeiro dos Municípios, especialmente neste fim de exercício, período marcado por queda de receitas e aumento das despesas.

A principal preocupação apresentada foi o avanço das chamadas pautas-bomba no Congresso Nacional, com destaque para projetos que criam novos pisos salariais sem definição de fonte de custeio. Segundo os gestores presentes, a aprovação dessas medidas pressiona diretamente os orçamentos locais e ameaça a continuidade de serviços essenciais.

Durante a reunião, os presidentes regionais puderam expor os impactos dessas decisões em seus estados. Zé Délio afirmou que o momento exige firme posicionamento das entidades municipalistas e criticou a ausência de diálogo por parte do governo federal.

“Hoje foi um momento onde nós combatemos efetivamente a falta de consideração do governo federal em não dialogar com os municípios e não viabilizar uma recompensa aos que mais vão perder nessa situação do imposto de renda”, afirmou.

Segundo ele, a perda do imposto de renda retido na fonte, somada à redução projetada do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), cria um cenário de instabilidade para a gestão financeira das prefeituras.

Além disso, Zé Délio defendeu que qualquer mudança que implique aumento de gastos permanentes seja acompanhada de medidas de compensação.

“Nós precisamos trabalhar juntamente com o governo federal para que esses pisos, se aprovados, tenham uma contrapartida. O governo deve enviar os recursos para que a gente possa pagar. Não conseguimos comprometer ainda mais os orçamentos municipais”, disse.

O presidente destacou que os municípios enfrentam um ciclo prolongado de dificuldades fiscais. Segundo ele, o impacto das propostas que tramitam em Brasília tem sido agravado pelo que classificou como ações político-eleitorais.

“É inviável a maneira que está acontecendo hoje essa gama de pautas-bomba. Nós não somos contra as categorias, somos contra o populismo e a falta de responsabilidade. Essa condução traz prejuízo aos municípios goianos e brasileiros no geral”, concluiu.

Ao final, a CNM reforçou que continuará pautando estratégias de articulação nacional para 2026, com foco em garantir mais autonomia administrativa e acesso regular a recursos. Zé Délio afirmou que a AGM seguirá atuando dentro do Conselho Político para assegurar que as demandas municipais de Goiás permaneçam presentes nas agendas do Congresso e do governo federal.

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