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Policial militar goiano é mantido preso por negociar compra de criança no Pará

Redação Online

Publicado em 4 de dezembro de 2025 às 20:18 | Atualizado há 7 meses

A Justiça do Pará decidiu manter preso o policial militar goiano suspeito de negociar a compra de uma criança no estado nortista. A decisão ocorreu após audiência de custódia realizada nesta quinta-feira (04/12). A mulher do PM recebeu prisão domiciliar monitorada em Goiás, enquanto o Ministério Público requisitou a retirada da guarda da criança de 8 anos que estava com o casal.

O delegado Hennison Jacob revelou que o telefone do suspeito continha pesquisas no Google sobre sites de busca de crianças para adoção. “Queriam fazer tudo de forma errada: pagando. Por isso, é tráfico de pessoas, porque envolve comercialização”, explicou o investigador. O casal fez primeira parada em Melgaço antes de seguir para Portel.

Durante trajeto de lancha para Portel, o PM e a esposa começaram a negociar com outro casal sobre possibilidade de adoção no Marajó. Após troca de telefones, o policial recebeu ligação posterior onde afirmou estar disposto “a pagar” por não querer esperar o processo legal de adoção. O casal contatado acionou a polícia imediatamente.

A polícia localizou o casal em hotel de Portel durante negociação de valores para adoção de criança. “A princípio, ele não quis ser preso, resistiu, mas diante do aumento da força policial, acabou sendo detido junto com a mulher”, destacou o delegado. A criança envolvida foi encaminhada ao Conselho Tutelar.

A Polícia Militar de Goiás informou que o militar está afastado desde 28 de novembro aguardando efetivação de sua passagem para a reserva. A corporação afirmou que colaborará integralmente com as autoridades e não compactua com desvios de conduta. Procedimentos administrativos disciplinares serão instaurados.

Foto: Polícia Civil do Pará

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