Brasil

Marcha “Mulheres Vivas!” em Goiânia denuncia epidemia de feminicídio e violência de gênero

Redação Online

Publicado em 8 de dezembro de 2025 às 02:06 | Atualizado há 6 meses

Cerca de 10 mil manifestantes foram às ruas com concentração na Praça Universitária: ato reforça apelo por justiça, políticas públicas e segurança
Cerca de 10 mil manifestantes foram às ruas com concentração na Praça Universitária: ato reforça apelo por justiça, políticas públicas e segurança

Na marcha nacional Mulheres Vivas!, 10 mil manifestantes se concentraram Praça Universitária, em Goiânia, neste domingo (07/12). A mobilização levou uma multidão às ruas com palavras de ordem, performances e gritos de protesto contra a escalada da epidemia de feminicídio e da violência de gênero. O ato seguiu até a Delegacia Estadual de Atendimento Especializado à Mulher (Deam), e reforçou o apelo por justiça, políticas públicas e segurança.

O Brasil figura entre os países com mais feminicídios no mundo. Somente em 2025, o Rio de Janeiro registrou 79 assassinatos de mulheres e 242 tentativas. Em Goiás, três cidades aparecem entre as 20 com mais casos de estupro no país, e o estado ocupa o 6º lugar no ranking nacional de violência doméstica, segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública. A realidade confirma o que as ruas gritam: existe uma epidemia silenciada.

Coletivos feministas e entidades de direitos humanos responsabilizam o desmonte de políticas públicas pela vulnerabilidade crescente das vítimas. A falta de orçamento, a precarização da Casa da Mulher Brasileira e o sucateamento das delegacias especializadas dificultam o acesso à proteção.

A marcha reforçou a necessidade de fortalecer a Lei Maria da Penha e a Lei do Feminicídio (Lei 14.994/2024), além de ampliar casas-abrigo, redes de apoio e campanhas educativas. Lideranças cobram celeridade da Justiça, orçamento efetivo e políticas com recorte racial e de classe, para atender mulheres negras, indígenas, quilombolas e periféricas.

Além de Goiânia, a mobilização aconteceu em capitais como São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília. Na capital do país, 25 assassinatos de mulheres foram registrados apenas em 2025. Cada caso citado se transformou em bandeira de denúncia coletiva e símbolo da urgência por transformação estrutural.

Fotos: GYN – Levante Mulheres Vivas

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