Golpes em viagens crescem no fim do ano e exigem atenção redobrada dos consumidores
Léo Carvalho
Publicado em 9 de dezembro de 2025 às 14:12 | Atualizado há 6 meses
Aumento da demanda por viagens no fim do ano favorece atuação de golpistas que criam sites e perfis falsos para enganar consumidores | Foto: Reprodução
O período de férias e festas de fim de ano impulsiona a procura por viagens, mas também aumenta significativamente o número de golpes envolvendo a venda de passagens aéreas, pacotes turísticos, hospedagens e aluguel de imóveis. Com mais ofertas divulgadas em redes sociais e sites, cresce também a ação de criminosos que aproveitam a alta demanda e a urgência de consumidores para aplicar fraudes.
A advogada criminalista Isadora Costa alerta que a atenção deve ser redobrada ao fechar qualquer compra com empresas de turismo, especialmente quando a oferta está em anúncios digitais. “Um primeiro cuidado é checar informações como telefone, CNPJ e demais dados cadastrais. Por meio de uma checagem simples é possível confirmar se está lidando com uma agência regular ou com uma página falsa criada para aplicar golpes”, explica.
Não caia no golpe
Isadora destaca que golpes comuns são baseados em promoções irresistíveis divulgadas principalmente nas redes sociais. Criminosos criam perfis que imitam agências conhecidas e atraem vítimas com preços muito abaixo do mercado. “Após o pagamento, o golpista desaparece e a reserva nunca é confirmada”, pontua.
Outro alerta da advogada é sobre sites falsos que imitam plataformas famosas de venda de passagens e hospedagens. “Esses portais são desenvolvidos exclusivamente para aplicar golpes e são muito parecidos com os sites verdadeiros. Ao fazer a compra de um pacote ou passagem, o site direciona o pagamento para contas de particulares, dando a falsa impressão que a venda foi efetivada”, destaca.
Ela também chama atenção para fraudes no aluguel de casas e apartamentos por temporada, que se tornam frequentes em períodos de maior procura. “Nestes casos, as vítimas só descobrem a fraude ao chegar no destino ao perceber que o imóvel não existe ou já está ocupado por outro turista”, afirma. A recomendação é sempre priorizar canais oficiais e plataformas com avaliações verificadas.
Fique atento
Pequenos detalhes também denunciam páginas falsas: erros ortográficos, troca de letras ou alterações discretas em endereços digitais. “São sinais comuns de páginas falsas nas quais os criminosos costumam copiar endereços oficiais e mudar apenas uma letra, acrescentar números ou usar domínios muito parecidos para enganar o usuário”, enfatiza.
Caso o consumidor seja vítima, de acordo com Isadora, a orientação é procurar imediatamente a Polícia Civil e registrar boletim de ocorrência. “É fundamental acionar a polícia para que o caso seja investigado e para que outros consumidores não sejam também prejudicados”, ressalta. Ela reforça ainda a importância de buscar orientação jurídica especializada para tentar o ressarcimento financeiro e reparações devidas.