Goiânia Clandestina faz intercâmbio cultural com artistas de Moçambique
Redação
Publicado em 10 de dezembro de 2025 às 20:07 | Atualizado há 6 meses
Mazinho (ao centro) volta com certeza da importância do movimento literário que ajudou a criar
O grupo poético Goiânia Clandestina retorna ao Brasil após uma imersão artística e formativa em Moçambique, entre os dias 15 de novembro e 5 de dezembro. A viagem, realizada pelo Edital Goiás Mundo Afora, consolidou uma agenda intensa de atividades, encontros com escritores e agentes culturais, além de trocas simbólicas e afetivas que fortaleceram o diálogo entre a produção literária goiana e a cena artística moçambicana.
Composto por Mazinho Souza, Flávia Carolina, Helena Di Lorenza, Thaíse Monteiro, Rafael Vaz e Baale, o grupo participou de entrevistas para a imprensa local, debates sobre literatura negra, apresentações em feiras do livro, rodas de conversa e do Festival Poetas D’Alma.
“Volto com a certeza renovada da importância do movimento literário Goiânia Clandestina, tanto pela acolhida calorosa quanto pelo impacto que o grupo gerou em Moçambique”, afirma Mazinho, um dos fundadores do grupo.
Para o poeta, a experiência reforçou a sensação de dever cumprido, mas também a responsabilidade sobre o trabalho que fazemos. “A relevância do grupo na promoção de artistas periféricos e na realização de ações culturais nas periferias tornou-se ainda mais evidente diante de uma realidade social e culturalmente mais precária”, diz.
O grupo iniciou a programação com uma rodada de entrevistas para veículos de comunicação moçambicanos, compartilhando sua trajetória e a importância da literatura periférica no Brasil. No mesmo dia, participou do lançamento do livro da escritora Énia Lipanga, fortalecendo conexões com jovens autores de Maputo.
Consciência Negra
No Dia da Consciência Negra, o Goiânia Clandestina integrou a programação “Especial Paulina Doc”, ao lado de José Castiano e Filimone Meigos. O encontro debateu ancestralidade, literatura e os atravessamentos da experiência negra nos dois países.
O coletivo foi convidado especial do programa Mercado Criativo, da Televisão de Moçambique, a principal empresa de comunicação do país. No encontro, o Goiânia Clandestina apresentou sua atuação no cenário literário brasileiro.
Além disso, o Goiânia Clandestina também foi convidado para uma roda de escritores, encontro que reuniu autores brasileiros e moçambicanos em uma conversa voltada à produção literária contemporânea. O diálogo fortaleceu as trocas entre as duas cenas literárias e aproximou linguagens, perspectivas e trajetórias de criação.
Na mesma noite, o grupo participou do Sarau Poetas D’Alma, realizado na Fundação Fernando Leite Couto. Organizado pelo coletivo Poetas D’Alma, o evento celebrou artistas multidisciplinares que fazem da palavra corpo, ritmo e fogo. O Goiânia Clandestina integrou essa atmosfera íntima e potente, compartilhando versos, presença e voz com o público moçambicano.
Foto: Divulgação