Líder do PT vai ao STF contra Câmara que salvou Zambelli da cassação
Léo Carvalho
Publicado em 11 de dezembro de 2025 às 13:26 | Atualizado há 6 meses
Votação na Câmara teve 227 a favor da cassação do mandato de Zanbelli, insuficiente para os 257 necessários | Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados
O líder do PT na Câmara dos Deputados, Lindbergh Farias, anunciou nesta quinta-feira (11) que acionará o Supremo Tribunal Federal (STF) com um mandado de segurança contra a decisão do plenário da Casa que rejeitou a cassação do mandato da deputada Carla Zambelli (PL-SP). A votação, realizada na quarta-feira (10), registrou 227 votos a favor da perda do mandato e 170 contra, abaixo do quórum de 257 necessário para aprovação. Apesar da condenação de Zambelli pelo STF a 10 anos de prisão por invasão ao sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) ao lado do hacker Walter Delgatti, a Câmara arquivou o processo.
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Lindbergh Farias criticou a Mesa Diretora, presidida por Hugo Motta, por não cumprir diretamente a determinação do ministro Alexandre de Moraes, que há seis meses ordenou a perda automática do mandato com base no artigo 55 da Constituição. Ele classificou a manutenção do mandato como “inconcebível” e parte de uma “bancada de foragidos”, referindo-se à deputada, que fugiu para a Itália e está presa desde julho aguardando extradição. A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) havia aprovado a cassação, mas o plenário reverteu o parecer.
Aliados de Zambelli defenderam a votação como resistência à interferência do Judiciário, enquanto o PT pressiona por intervenção do STF para afastá-la compulsoriamente. O caso expõe tensões no comando da Câmara e pode gerar nova crise política entre Legislativo e Judiciário.