Esportes

Clubes da Série A divulgam nota conjunta em defesa do gramado sintético

Aline Drumond - Estágio DM

Publicado em 11 de dezembro de 2025 às 15:05 | Atualizado há 6 meses

Cinco clubes da elite do Brasileirão se posicionaram publicamente sobre o uso de gramados sintéticos | Foto: Vitor Silva/Botafogo
Cinco clubes da elite do Brasileirão se posicionaram publicamente sobre o uso de gramados sintéticos | Foto: Vitor Silva/Botafogo

Palmeiras, Athletico Paranaense, Atlético-MG, Botafogo e Chapecoense divulgaram, nesta quinta-feira (11), uma nota conjunta em defesa dos gramados sintéticos após novas críticas ao uso desse tipo de piso no futebol brasileiro.

No comunicado, os clubes afirmam que a discussão sobre o tema tem sido conduzida de forma distorcida e argumentam que o país não possui padronização de gramados fator que, segundo eles, torna injusta a responsabilização exclusiva dos campos sintéticos por eventuais problemas. As agremiações ressaltam ainda que, quando instalados corretamente e dentro das normas técnicas, os gramados artificiais de alto desempenho podem oferecer melhores condições de jogo do que muitos campos naturais que ainda apresentam falhas de manutenção no Brasil.

Os cinco clubes também rebatem alegações de que superfícies sintéticas aumentariam o risco de lesões. De acordo com eles, não há estudos científicos conclusivos que relacionem o uso desse tipo de gramado a maior incidência de contusões.

Para as equipes, o debate sobre a qualidade dos campos é necessário, mas deve ser pautado por informações técnicas e responsabilidade, evitando discursos que, simplificam um assunto complexo e disseminam desinformação. A manifestação conjunta reforça que a tecnologia sintética integra o processo de modernização do esporte e não deve ser tratada como um problema.

Confira na íntegra a nota conjunta divulgada pelos clubes

Diante das recentes declarações públicas sobre a utilização de gramados sintéticos no futebol brasileiro, Athletico Paranaense, Atlético, Botafogo, Chapecoense e Palmeiras reafirmam sua posição em defesa dessa tecnologia, adotada de forma responsável, regulamentada e alinhada às melhores práticas internacionais.

Em primeiro lugar, é imprescindível reconhecer que não existe padronização de gramados no Brasil. Ignorar esse fato e direcionar críticas exclusivamente aos gramados sintéticos reduz um debate complexo a uma narrativa simplificada, injusta e tecnicamente equivocada.

Também reiteramos que um gramado sintético de alta performance supera, em diversos aspectos, os campos naturais em más condições presentes em parte significativa dos estádios do país.
É igualmente importante esclarecer que não há qualquer estudo científico conclusivo que comprove aumento de lesões provocado pelos gramados sintéticos modernos.

O tema da qualidade dos gramados é legítimo, saudável e necessário. Porém, deve ser conduzido com responsabilidade, dados objetivos e conhecimento técnico, e não com narrativas que distorcem a realidade, desinformam o público e desconsideram a complexidade do assunto.


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