PF indicia deputado Gustavo Gayer por desvio de cota parlamentar e falsificação
Redação Online
Publicado em 11 de dezembro de 2025 às 20:34 | Atualizado há 7 meses
A Polícia Federal indiciou o deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO) por envolvimento em um suposto esquema de desvio de recursos da cota parlamentar. O relatório da investigação, encaminhado ao Supremo Tribunal Federal, aponta indícios de quatro crimes: associação criminosa, falsidade ideológica, falsificação de documento particular e peculato. A apuração começou com a análise do celular de um assessor do parlamentar, preso em investigações sobre os atos de 8 de janeiro.
A PF identificou movimentações suspeitas no uso da cota, incluindo a utilização de um endereço funcional para fins privados. No local, segundo as investigações, funcionavam uma loja e uma escola de inglês. Em outubro de 2024, agentes federais cumpriram mandados de busca no apartamento funcional de Gayer, em Brasília, e em um endereço em Goiânia, onde foram apreendidos documentos e o celular do deputado.
Durante a operação, em uma das residências alvo, um dos assessores investigados foi encontrado guardando R$ 72 mil em espécie. O Supremo Tribunal Federal, em decisão registrada, afirma que Gustavo Gayer aparece como figura central da associação criminosa investigada, direcionando verbas públicas para atividades de interesse pessoal e ações ligadas a movimentações antidemocráticas.
Em resposta às acusações, o deputado classificou a operação como “surreal” e declarou não entender os motivos das buscas. “Eu nunca cometi crime algum”, afirmou Gayer. Apesar das alegações de defesa, o caso permanece sob sigilo judicial e aguarda novos desdobramentos e análises no STF.
O inquérito, que tramita sob sigilo, agora será analisado pelo ministro relator no STF. O indiciamento é uma etapa conclusiva da fase investigatória da PF, mas a acusação formal depende da apresentação de denúncia pelo Procurador-Geral da República e da posterior aceitação pela Corte.
Foto: Mario Agra/Agência Câmara