Cotidiano

Goiás fica entre os cinco estados com maiores taxas de divórcio em 2024

Léo Carvalho

Publicado em 12 de dezembro de 2025 às 16:50 | Atualizado há 6 meses

Ranking mostra Goiás na quinta posição nacional em taxa de divórcios por mil habitantes, acima da média brasileira de 2,7 | Foto: Unsplash
Ranking mostra Goiás na quinta posição nacional em taxa de divórcios por mil habitantes, acima da média brasileira de 2,7 | Foto: Unsplash

O país registrou 428.301 divórcios em primeira instância ou por escrituras extrajudiciais em 2024. O número representa queda de 2,8% em relação a 2023, quando foram contabilizados 440.827. A última retração havia sido em 2020, ano marcado por diminuição de 13,6%.

Quatro grandes regiões puxaram a redução: Sul (-1,4%), Sudeste (-2,5%), Nordeste (-3,1%) e Centro-Oeste (-11,8%). O Norte foi a única região com aumento, registrando alta de 9,1% no total de divórcios entre 2023 e 2024.

Os dados fazem parte das Estatísticas do Registro Civil, divulgadas nesta terça-feira (9) pelo IBGE. A pesquisa reúne informações de nascidos vivos, casamentos, óbitos, óbitos fetais e divórcios declarados pelas Varas de Família e pelos cartórios, além dos divórcios extrajudiciais lavrados em Tabelionatos de Notas.

Segundo a gerente da pesquisa, Klívia Brayner, oscilações como a registrada em 2024 são comuns. Ela afirma que é preciso acompanhar as próximas divulgações para avaliar se o movimento indica alteração de tendência.

Pela primeira vez, a proporção de divórcios judiciais entre pais com guarda compartilhada de filhos menores (44,6%) superou a guarda unilateral materna (42,6%). Em 2014, esses índices eram de 7,5% e 85,1%. A mudança é atribuída à Lei 13.058, de 2014, que passou a priorizar a guarda compartilhada mesmo sem consenso entre os pais, desde que ambos estejam aptos ao exercício do poder familiar.

Os divórcios judiciais concedidos em primeira instância representaram 81,8% do total em 2024. Entre esses casos, as dissoluções de famílias formadas exclusivamente por filhos menores foram as mais frequentes, alcançando 45,8%, ante 46,3% em 2023. Em segundo lugar estão os casais sem filhos, com 30,4%.

A idade média dos homens no momento do divórcio foi de 44,5 anos, enquanto a das mulheres ficou em 41,6 anos. Entre casamentos de pessoas de sexos diferentes, ocorreram 45,7 divórcios para cada 100 casamentos registrados, queda em relação aos 47,4 observados em 2023. O tempo médio entre o casamento e a conclusão do divórcio permaneceu em 13,8 anos, igual ao registrado no ano anterior. Em 2010, essa média era de aproximadamente 16 anos.

Na taxa geral de divórcios por Unidade da Federação, Goiás aparece na quinta posição, com 3,5 divórcios por mil habitantes.

Taxa geral de divórcios por Unidade da Federação (por mil habitantes):

Rondônia – 4,9
Distrito Federal – 3,8
Mato Grosso do Sul – 3,7
São Paulo – 3,5
Goiás – 3,5
Minas Gerais – 3,2
Rio de Janeiro – 3,0
Tocantins – 2,9
Acre – 2,9
Alagoas – 2,8
Brasil (média geral) – 2,7
Santa Catarina – 2,7
Paraná – 2,7
Bahia – 2,5
Pernambuco – 2,3
Maranhão – 2,1
Espírito Santo – 2,1
Paraíba – 2,1
Ceará – 2,0
Amazonas – 1,9
Rio Grande do Norte – 1,8
Rio Grande do Sul – 1,7
Sergipe – 1,6
Mato Grosso – 1,3
Piauí – 1,2
Pará – 1,2
Amapá – 0,9
Roraima – 0,2


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