Fazenda de dono da Brooksfield é alvo de flagrante por trabalho análogo à escravidão
Gabriel Maia - Estágio DM
Publicado em 15 de dezembro de 2025 às 10:45 | Atualizado há 6 meses
Polícia resgatou trabalhadores de condições precárias em fazenda no Mato Grosso do Sul | Foto: Reprodução/Metrópoles
Cinco trabalhadores foram resgatados em situação análoga à escravidão na Fazenda Beatriz, localizada no município de Brasilândia, no Mato Grosso do Sul. A propriedade pertence a uma das empresas de Carlos Manoel da Silva Antunes, sócio do grupo Via Vineto, responsável por marcas como a Brooksfield.

A ação ocorreu em agosto de 2025 e resultou na prisão de dois funcionários da fazenda acusados de reduzir trabalhadores à condição análoga à de escravos e de descumprir direitos trabalhistas.
De acordo com o inquérito policial, os trabalhadores eram contratados em outras cidades para prestar serviços terceirizados. Um dos envolvidos é proprietário de uma organização que emitia notas fiscais relacionadas ao trabalho dos resgatados.

No local, os trabalhadores eram alojados em um curral de cavalos e em um depósito sem higiene. Cumpriam jornadas longas de segunda a sábado, das 6h às 16h, e eram obrigados a comprar produtos vendidos por funcionários da fazenda.
Eles realizavam atividades como limpeza de pastagem e aplicação de herbicidas. A remuneração informada era de R$ 180 reais por hectare, mas essa informação foi questionada em denúncia anônima. Segundo a denúncia, os trabalhadores eram moradores em situação de rua e teriam sofrido castigos físicos, mas isso não foi confirmado pela polícia.
Antes da fiscalização, os responsáveis pela fazenda retiraram os animais do curral e esconderam três dos cinco trabalhadores, que foram localizados posteriormente. Um sexto homem teria fugido e ainda não foi encontrado.
Procurados, o grupo Via Veneto e Carlos Manoel da Silva Antunes não se manifestaram até o fechamento desta edição. O espaço segue aberto para posicionamento.

