Internacional

EUA e Paraguai firmam tratado militar e ampliam presença americana no Cone Sul

Gabriel Maia - Estágio DM

Publicado em 17 de dezembro de 2025 às 09:34 | Atualizado há 6 meses

Marco Rubio e Rubén Ramírez Lazcano durante a assinatura do acordo militar entre Estados Unidos e Paraguai em Washington |Foto: Rede Social X
Marco Rubio e Rubén Ramírez Lazcano durante a assinatura do acordo militar entre Estados Unidos e Paraguai em Washington |Foto: Rede Social X

Na última segunda feira (15), os Estados Unidos e o Paraguai assinaram um tratado permitindo atividades militares americanas em terras paraguaias. O acordo ressalta outro que já havia sido firmado em maio deste ano, que facilitava o fornecimento de armas americanas.

O interesse americano é estratégico. As autoridades buscam conter o narcotráfico e organizações criminosas brasileiras como o PCC que atuam nas fronteiras e nos presídios do país. Também estão no foco grupos internacionais como o Hezbollah e a influência chinesa no Cone Sul.

O pacto denominado Status of Forces Agreement (SOFA) foi assinado em Washington capital americana por Marco Rubio secretário de Estado dos Estados Unidos e pelo ministro das Relações Exteriores do Paraguai Rubén Ramírez Lazcano. O acordo estabelece um marco para as atividades militares americanas e para a atuação de pessoal civil do Departamento da Guerra dentro das fronteiras paraguaias. A medida facilita processos como treinamentos e multinacionais, assistência humanitária, resposta a desastres e outros interesses comuns de segurança.

A assinatura do tratado ocorreu após a divulgação da nova Estratégia de Segurança Nacional dos Estados Unidos, publicada pelo presidente Donald Trump. O documento estabelece uma reorientação militar para a América Latina como parte de um reajuste da presença militar global.

O relatório aponta três linhas de ação, a primeira é ampliar a atuação da Guarda Costeira e da Marinha no monitoramento de rotas marítimas, com o objetivo de conter migrações irregulares e reduzir o tráfico de pessoas e drogas na região. A segunda prevê o emprego de ações direcionadas para combater cartéis e proteger as fronteiras, incluindo o uso de força letal quando considerado necessário. A terceira linha busca estabelecer ou ampliar o acesso militar a locais estratégicos.


Leia também

Siga o Diário da Manhã no Google Notícias e fique sempre por dentro

edição
do dia

Impresso do dia