Vendas de roupas vermelhas e brancas aquecem comércio no período de festas em Goiânia
Léo Carvalho
Publicado em 23 de dezembro de 2025 às 11:02 | Atualizado há 5 meses
Vestidos, camisetas e conjuntos nas cores natalinas lideram vendas em lojas e confecções locais, impulsionando produção, emprego e turismo de compras | Foto: Divulgação
A temporada de Natal já influencia a produção e as vendas na Região da 44, em Goiânia. Desde o início de novembro, lojistas registram forte aumento na procura por roupas vermelhas e brancas, com destaque para vestidos, camisetas, conjuntos dourados e peças leves adaptadas ao verão.
Segundo lojistas, o comportamento do consumidor determina a produção local. “Assim que novembro começou, o vermelho e o branco disparam. As clientes procuram vestidos, conjuntos leves e peças que conversem com o verão e com as festas. Quando o Natal acelera, a cadeia inteira responde da mesma forma”, afirma Débora Garcez, fundadora de uma marca feminina da região.
Dados da Associação Empresarial da Região da Rua 44 (AER44) indicam que o polo deve receber mais de dois milhões de visitantes entre outubro e dezembro, com expectativa de crescimento de até 30% nas vendas natalinas. A região concentra mais de 15 mil pontos comerciais e cerca de 120 mil empregos diretos e indiretos, movimentando setores como hospedagem, alimentação, transporte e serviços.
A produção local tem ganhado relevância. Entre os 1.200 lojistas do polo, 73% fabricam suas próprias peças, sendo que 80% dos produtores são mulheres. O modelo permite reposição rápida conforme tendências sazonais: vermelho para o Natal, branco e dourado para o Réveillon. “As coleções de fim de ano representam o trabalho de centenas de confecções da região”, afirma Paula Sepulveda, gerente de marketing de um grupo de atacado local.
Vermelho e branco lideram
No segmento masculino, camisas vermelhas e brancas lideram as vendas para datas festivas. Peças leves, de algodão e linho, com texturas, têm consumo acelerado e reposições semanais. “O cliente busca peças básicas e elegantes, que combinem com o momento de celebração e conforto. O branco e o vermelho estão girando muito rápido”, explica a empresária Adélia Oliveira.



No segmento infantil, as encomendas também começaram mais cedo. “A demanda por roupas temáticas cresce muito em novembro. As famílias querem variedade e qualidade, e conseguimos entregar sem depender de fornecedores externos”, afirma a empresária de uma marca infantil.
O impacto da temporada se estende a hotéis, restaurantes, transportadoras e serviços de entrega, que registram maior movimento desde outubro. A associação estima que a circulação financeira em 2025 supere a de 2024, impulsionada pela antecipação das compras e eventos de final de ano.
Para Paula Sepulveda, 2025 representa um marco de consolidação produtiva e comercial: “O polo chega ao fim de 2025 mais estruturado e digitalizado. As coleções e os eventos mostram o resultado de um trabalho coletivo que reforça o papel da 44 na economia goiana”.
Com o aquecimento das vendas, a força das cores temáticas e a antecipação das compras, a Região da 44 fecha o ano como um dos maiores polos de moda e produção local do país, com impacto direto sobre emprego, renda e turismo de compras em Goiânia e na Região Metropolitana.