Brasil

Congresso aprova corte de R$ 488 milhões para as universidades federais em 2026

Aline Drumond - Estágio DM

Publicado em 24 de dezembro de 2025 às 16:31 | Atualizado há 5 meses

Redução orçamentária pode comprometer funcionamento de universidades federais no próximo ano | Foto: Wildes Barbosa/O Popular
Redução orçamentária pode comprometer funcionamento de universidades federais no próximo ano | Foto: Wildes Barbosa/O Popular

As universidades federais do Brasil terão menos recursos em 2026 após a aprovação do Projeto de Lei Orçamentária Anual pelo Congresso Nacional. De acordo com dados divulgados pela Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), o orçamento destinado às instituições sofreu um corte de R$ 488 milhões.

Inicialmente, a previsão orçamentária para as universidades federais era de R$ 6,89 bilhões. Com a redução aprovada, o montante cai para cerca de R$ 6,43 bilhões. O valor final fica, inclusive, abaixo do orçamento de 2025, que foi de R$ 6,82 bilhões, indicando um recuo no financiamento do ensino superior público.

Segundo a Andifes, o corte representa uma diminuição de 7,05% nos recursos discricionários, que são fundamentais para o funcionamento das universidades. Esses valores são utilizados para custear despesas básicas como água, energia elétrica, manutenção de prédios e equipamentos, além do pagamento de bolsas e outras ações essenciais para a rotina acadêmica.

Em nota, a associação afirmou que os cortes aprovados pelo Congresso agravam um cenário já considerado crítico nas universidades federais. Segundo a entidade, a redução de R$ 488 milhões compromete áreas essenciais, como a assistência estudantil, que perdeu cerca de R$ 100 milhões, ameaça a execução da Política Nacional de Assistência Estudantil e coloca em risco atividades de ensino, pesquisa e extensão.

A instituição alertou ainda para impactos no financiamento científico e defendeu a recomposição imediata do orçamento para garantir o funcionamento das instituições.

Ainda segundo os dirigentes das instituições federais, o corte compromete não apenas o funcionamento cotidiano das universidades, mas também a continuidade de projetos acadêmicos, científicos e sociais desenvolvidos em todo o país.


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