Internacional

Tensão aumenta no Iêmen após bombardeio saudita a porto estratégico

Gabriel Maia - Estágio DM

Publicado em 30 de dezembro de 2025 às 11:14 | Atualizado há 7 meses

Emirados Árabes Unidos são apontados pelo reino saudita como apoiadores das forças separatistas |Foto: Televisão estatal saudita/ Reprodução
Emirados Árabes Unidos são apontados pelo reino saudita como apoiadores das forças separatistas |Foto: Televisão estatal saudita/ Reprodução

Uma coligação liderada pela Arábia Saudita bombardeou o porto de Mukalla, no sul do Iêmen, nesta terça-feira (30), em resposta a um carregamento de armas que, segundo o reino saudita, teria como destino forças separatistas locais, proveniente dos Estados Árabes.

A Arábia Saudita associou os Emirados Árabes Unidos aos avanços dos separatistas no Iêmen e alertou Abu Dhabi de que suas ações são “preocupantes”.

Os Emirados Árabes Unidos não reconheceram o ataque imediatamente. A destruição sinaliza uma nova escalada nas tensões entre o reino e as forças do Conselho de Transição do Sul, apoiadas pelos Emirados.

As forças anti-houthis do Iêmen declararam estado de emergência, impondo uma proibição de 72h a todas as travessias de fronteira em territórios sob seu controle, como estradas, aeroportos e portos marítimos, exceto para operações autorizadas pela Arábia Saudita.

Um comunicado divulgado por uma agência de notícias estatal saudita anunciou os ataques e informou que eles iniciaram após a chegada de navios vindos de Fujairah, cidade na costa leste dos Emirados Árabes Unidos.

A nota afirma que “a tripulação dos navios desativou os dispositivos de rastreamento a bordo e descarregou grande quantidade de armas e veículos de combate em apoio às forças do Conselho de Transição do Sul” disse o comunicado.

“Considerando que as armas mencionadas constituem uma ameaça iminente e uma escalada que compromete a paz e a estabilidade, a Força Aérea da coalizão realizou, nesta manhã, um ataque aéreo limitado que teve como alvo armas e veículos militares descarregados dos dois navios em Mukalla” ressaltou.

De acordo com agências locais, não houve vítimas nem danos colaterais. O Conselho dos Emirados rejeitou o prazo de 24 horas para que forças militares deixassem o país, aumentando ainda mais a tensão na região.

Enquanto isso, na economia, a bolsa da Arábia Saudita e dos Emirados Unidos segue em queda, afetando mercados globais, já que os dois países são os maiores produtores de petróleo do mundo.


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