Ex-superintendente usou família para desviar recursos públicos em Aparecida; crimes ocorreram entre 2013 e 2016
Redação Online
Publicado em 13 de janeiro de 2026 às 21:16 | Atualizado há 5 meses
A esposa de Valdemir atuou na ocultação da origem dos recursos por meio de saques
A Justiça de Goiás condenou o ex-superintendente da Superintendência Municipal de Trânsito e Transportes de Aparecida de Goiânia (SMTA), Valdemir Souto de Souza, por chefiar um esquema de desvios de recursos públicos e fraudes em licitações. Os crimes ocorreram entre 2013 e 2016 e envolveram diretamente a esposa, a sogra, o sogro e até a filha adolescente, usada como “laranja” na estrutura criminosa.
Segundo a sentença da juíza Placidina Pires, Valdemir articulou a criação de uma empresa de fachada registrada em nome da filha e da sogra: a GS – Transportes e Sinalização Ltda. O contrato social, considerado ideologicamente falso, foi registrado em abril de 2016. O endereço informado no CNPJ correspondia à residência da própria família, fato que reforçou os indícios de irregularidade.
Antes mesmo da criação da empresa, a SMTA pagou mais de R$ 105 mil à sogra de Valdemir pelo aluguel de um caminhão entre 2010 e 2012. A Justiça concluiu que o veículo pertencia ao próprio ex-superintendente, que recebeu os valores de forma indireta. À época, o órgão pagava R$ 6.600 por mês pelo serviço.
A esposa de Valdemir atuou na ocultação da origem dos recursos por meio de saques, depósitos em espécie e transferências sucessivas. A estratégia buscou dificultar o rastreamento do dinheiro público desviado, que depois retornava ao mercado formal na forma de bens móveis e imóveis.
Valdemir recebeu pena de cinco anos e oito meses de prisão. A esposa e os sogros também sofreram condenações. A filha do casal, por ser menor de idade à época dos fatos, obteve absolvição.
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