Tempestade em Goiânia deixa ruas alagadas e causa danos em condomínio residencial
Giovanna Gonçalves - Estágio DM
Publicado em 22 de janeiro de 2026 às 14:31 | Atualizado há 6 meses
Foto: Yuri Murakami/Fotoarena/Folhapress
Após uma noite de chuva intensa, os moradores da capital goiana, ainda sob o temporal, se recuperam dos danos registrados.
Moradores do Condomínio Residencial Aroeiras, no Estrela Dalva, Região Noroeste de Goiânia, relatam que a água invadiu as casas e comprometeu a estrutura do condomínio, resultando no desabamento de parte de um dos muros.
Confira vídeo feito por moradora no momento do alagamento
Os moradores tentaram entrar em contato com a construtora responsável pela obra, a Remo Incorporadora, mas até o momento não receberam nenhuma resposta.
“Sempre que precisamos somos tratados com descaso.” Diz a moradora nas redes sociais, sobre o tratamento recebido pela incorporadora.
A reportagem do Jornal Diário da Manhã entrou em contato com a Remo Incorporadora para obter um esclarecimento. Em nota, a empresa informou que o desabamento do muro ocorreu em decorrência da forte chuva registrada no dia 21 de janeiro de 2026 e esclareceu que não possui vínculo societário com a HM Incorporadora e Construções Ltda. Segundo a Remo, sua atuação no Residencial Aroeira se limita à administração comercial das vendas e da carteira de recebíveis, sem participação na concepção, execução das obras, construção, manutenção ou gestão condominial.
Ainda de acordo com a empresa, após a entrega do empreendimento aos moradores, as responsabilidades sobre conservação, manutenção e administração das áreas comuns passaram a ser exclusivamente do condomínio. Dessa forma, a Remo afirma que não possui responsabilidade direta ou indireta pelo ocorrido, mas reforçou o compromisso com a transparência e informou que segue à disposição para prestar esclarecimentos adicionais.
“O acontecido não decorre de falhas de projetos ou de execução da obra. Conforme apurado, a elevada vazão de água pluvial que antecedeu a queda do muro decorreu do sobrecarregamento do sistema interno de drenagem, ocasionado por modificações realizadas ao longo dos anos em diversas unidades do condomínio. Em muitos casos, houve ampliação das áreas construídas sem a devida anuência da Construtora, com consequente eliminação de áreas permeáveis e de sumidouros originalmente previstos no projeto e devidamente executados, com eliminação de áreas permeáveis e de sumidouros originalmente previstos no projeto e devidamente executados, sem estudos técnicos adequados ou aprovação prévia dos órgãos competentes. Essas alterações, feitas pelos condôminos, impactaram diretamente o escoamento das águas pluviais, que passaram a ser direcionadas para o passeio interno do condomínio, excedendo a capacidade do sistema de drenagem originalmente projetado, o qual não foi dimensionado para absorver tais mudanças.
Importante esclarecer que, ainda em 23/10/2025, a HM encaminhou notificação
extrajudicial formal à administração do condomínio, alertando sobre os riscos decorrentes dessas modificações e recomendando a execução de obras de adequação da drenagem pluvial, inclusive no trecho onde, posteriormente, ocorreu a queda do muro.
Apesar do alerta e do tempo hábil concedido, nenhuma providência foi adotada pelo
Condomínio.”, afirma a construtora em nota pública.
Além do incidente no Bairro Estrela Dalva provocado pela chuva, uma árvore caiu em frente à Associação de Hospitais de Goiás, na Alameda Botafogo. A queda comprometeu o trânsito de veículos no local e exige atenção redobrada de pedestres devido à presença de fios soltos que também caíram. A Secretaria Municipal de Trânsito de Goiânia acionou equipes para isolar a área e providenciar o desligamento da rede de energia.

Risco de alagamento
Ainda na noite de quarta-feira (21), a Prefeitura de Goiânia isolou a Marginal Botafogo, e a Defesa Civil alertou a população sobre os riscos na área. A liberação ocorreu apenas na manhã desta quinta-feira (22), às seis horas.
No entanto, o volume de água voltou a atingir a marca da linha amarela, e o entroncamento da Avenida Marginal Botafogo com a Avenida 136 apresenta risco de novo alagamento.